terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Vale a pena ´estragar´ uma amizade

Por Xico Sá. Gênio do Jeb poético.

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- A gente é amigo – ela dizia.

Tinha dúvida se avançaríamos o sinal.

- Vamos estragar essa amizade! – eu dizia, com algum humor, óbvio, mas falando sério.

Era o risco. Nada calculado, como pede a vida à vera na tribo do pueblo chamado coragem.

Nessa onda, o que era apenas uma amizade de alguns encontros por ano, virou um amorzim gostoso. Que durou uns três anos, com muita intensidade e o melhor sexo em câmera lenta nas siestas à beira mar de Pinas & Copacabanas.

Muitas vezes, amigo(a), vale a pena “estragar uma amizade”.

Lembrei da minha história porque o tema tem sido constante nas cartas recebidas por Miss Corações Solitários, a cigana do blog que responde aos corações aflitos.

“Há sempre uma tensão sexual entre homens e mulheres, mesmo que seja em um encontro entre um monge a mais zen das fêmeas”, sopra aqui a própria Miss, essa cigana nascida da união de um espanhol da Andaluzia com uma índia cearense da gruta de Ubajara.

Óbvio que se constroem amizades longas e sinceras entre um rapaz e uma moça. Seria idiotice afirmar o contrário.

O que digo é que isso não pode ser uma coisa fundamentalista. Às vezes nem existe essa amizade toda e lá estão os dois a morrer de tesão e evitando o clima. Inútil fofice.

Miss Corações Solitários pede de novo a palavra:

“Além do mais ninguém come inimigo(a). Nem os canibais de Garanhuns conseguiram tal feito”, diz a peste.

Você aí amigo de Poços de Caldas que escreveu com a dúvida com a amiga que ainda é sua priminha, você aí carioca que assinou como “Musa do Jobi”, você aí que escreveu como “Scarlet de Floripa”, você aí que esqueci de mencionar o nome agora… Relax, não há problema algum nisso, sempre vale a pena abrir o jogo, correr o risco.

Em tempos de amor líquido, em que ninguém pede mais em namoro e muitas vezes fica falsamente no lero-lero, vida noves fora zero de uma amizade sem graça, melhor ir fundo, apostar no passional social clube.

É estragando uma amizade que se ganha um amor surpreendente.
Sim, você corre o risco de se pegar rindo, nervoso(a), sem graça na falta de jeito na hora do sexo –depois que passar o efeito do cigarrinho de artista ou da bebida. Mas aí já estamos falando daquelas amizades de muitíssimos anos, cinco, uma década por diante etc.

O que também terá valido a pena, ora. 
Afinal de contas uma amizade sincera não vai se acabar assim com uma falsa trepada."




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