quarta-feira, 30 de maio de 2012

Jeb Direto ao Ponto #2 - Paquera no Trabalho

No Jeb Direto ao Ponto desta semana, temos uma situação recorrente nas organizações brasileiras: a paquera no trabalho
Insinuações e tentativas de paquera não são necessariamente consideradas assédio sexual, que por sua vez é um tipo de coerção de caráter sexual praticada geralmente por uma pessoa em posição hierárquica superior em relação a um subordinado (mas nem sempre o assédio é empregador - empregado, o contrário também pode acontecer), normalmente em local de trabalho ou ambiente acadêmico. O assédio sexual caracteriza-se por alguma ameaça, insinuação de ameaça ou hostilidade contra o subordinado. (fonte: Wikipedia)


Vamos à história da leitora:


"Jebeando, 
Trabalho em uma empresa há 8 meses, e desde que entrei tenho muito contato com gerentes de diversas áreas.
Recentemente, um desses gerentes pediu meu telefone e, sem saber o que responder, passei meu número.
Minha chefe e algumas outras pessoas da empresa possuem meu celular para trocar mensagens por questões de trabalho e como temos muito contato não vi problema.
Acontece que desde que me adicionou ele veio com um papo estranho, falando para eu aparecer mais no prédio que ele trabalha, puxando papo...até falou para eu ser menos séria quando respondi em tom profissional.
A conversa foi mais ou menos assim:
- Ele: "Finalmente, por que demorou pra add? Rs. Tudo bem?Você faz o que da vida? Sua chefe é gente boa...blablabla...
- Ele: "Estuda onde? Ah...Você tem cara de ser muito estudiosa"
- Ele: "Você tem que vir mais no nosso prédio."
- Eu: "Ah...vou começar a ir mais sim. Temos um planejamento de visitar com mais freqüência as outras unidades, vou acompanhar minha chefe nas próximas vezes"
- Ele: "Tá bom, ótima semana"
E agora, o que faço?
Como faço para cortá-lo sem ser grossa?"


Cara leitora, 


Primeiramente, acostume-se a essa situação. Você a verá com mais freqüência do que gostaria, mas saiba que é possível tirar proveito dela (in a good or bad way).


"Opa, desculpa"
Muitos dizem que "onde se ganha o pão, não se come a carne", mas sabemos que isso não é exatamente verdade. Há estudos que apontam que o período de maior utilização dos motéis durante a semana é na hora do almoço executivoO trabalho é o lugar que você passa mais horas ao longo do dia - juntamente com sua cama (que dependendo de suas ambições, pode se tornar uma extensão do trabalho) - e paqueras, namoros e até casamentos surgem por lá.


Mas analisando a sua situação, apesar de uma ligeira ingenuidade por "não saber o que responder" quando o gerente pediu seu telefone, não havia muito o que fazer porque realmente trocar telefones na empresa é comum. 


Agora, quanto à sua dúvida, de como fazer para cortá-lo sem ser grossa, você tem as seguintes possibilidades:
1 - Contar pra sua chefe: Opção mais "mimimi" de todas
2 - Dar uma de louca: Você pode fingir que não bate bem dizendo que não gosta de sair, tem dificuldade de fazer amigos, é testemunha de Jeová e acredita no sagrado matrimônio e no Jeb* apenas como forma de procriação
3 - Pagar de comprometida: Mesmo não tendo namorado, essa é sempre uma opção de difícil verificação. "Aiiiiiiiiiii...como amo meu namô! Ele me mandou flores hoje! Lindo, lindo!"
4 - Dar trela até ele mandar uma mensagem comprometedora: Opção arriscada, mas você poderá tirar proveito para ameaçá-lo ou gentilmente pedir uma posição de confiança na área dele.


Pronto! Dependendo do seu perfil, você já pode escolher o que fazer.


Mas ainda há uma última possibilidade:
5 - Conforme-se, o mundo corporativo é assim mesmo.
Dê logo, aproveite e peça promoção pra área dele.

3 comentários:

  1. Jebeando, pela saúde das vistas dos seus leitores, evite esse vermelho!

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  2. Achei mto bom esse post, eu

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