quarta-feira, 6 de abril de 2011

If you want her, then you should put a ring on...you!

Entre Flopitos e Alianças de plástico, o Carnaval de Diamantina foi um dos melhores que já sobrevivi passei e tive o prazer de relatar algumas das histórias neste blog. Para quem não sabe, Flopito é a marca de um pirulito em forma de coração, muito consumido pelos foliões de Diamantina.
O Flopito, além de alegrar meu carnaval e ajudar a espalhar o amor por Minas Gerais, também me fez lembrar de um dos "maiores sedutores" do Brasil numa entrevista ao Jô (vejam o vídeo abaixo), que indicou este singelo pirulito como um instrumento para atrair algumas "gatas" na balada. Ah...segundo ele também não existe xaveco infalível. Quem sou eu pra discordar?




Mas como insinua o título desse post, eu quero é falar do mistério em torno das alianças. Não só as de plástico, que serviram para muitas risadas, casamentos falsos e xavecos baratos nas ladeiras de Diamantina (tudo em busca de um final feliz).
O mistério das alianças que quero discutir, gira em torno do fascínio da humanidade por pessoas comprometidas. Por que será que aquela coroa meia-boca pode ser vista como uma cinqüentona bem-cuidada só porque é casada? Ou aquele tiozão encalhado que não arrumou ninguém até os 50 anos é tão diferente daquele Senhor de meia-idade bem casado e com filhos? Aquela mina franzina passou a ter mais graça depois que o Joãozinho começou a pegá-la?
A resposta não é simples, mas existem algumas teorias bastante interessantes:

  1. O Desafio: "The challenge". Mais excitante do que simplesmente conquistar uma mulher/homem, é conquistar uma mulher/homem casado. A monotonia de um namoro, o comodismo de um relacionamento ou a falta de *jeb num casamento pode ser a brecha necessária para que nosso espírito de aventura nos lance atrás daquele rabo-de-saia ou daquele pedaço de mau-caminho.
  2. Selo de Qualidade: Ter um parceiro sexual é como ter um selo de qualidade ISO 9001: ninguém sabe o porquê, mas todo mundo acha que aquilo deve ser bom. Nós, humanos, damos muito valor ao que não podemos ter e muitas vezes não valorizamos o que já temos.
  3. Auto-Afirmação: Bastante relacionado com o desafio, muitos solteiros procuram se auto-afirmar e saem em busca do troféu "Sou Foda". Conquistar o que é do outro, dá a falsa sensação de que somos muito melhores.
  4. Porto Seguro: (Não...não tem nada a ver com a cidade do axé) O conceito aqui envolvido parte do princípio que pessoas inseguras se apaixonam por outras comprometidas porque estas últimas são exemplos de segurança num relacionamento. Cansados de quebrar a cara como solteirões ou solteironas chorões, eles buscam alguém para se apoiar.
Mas vale um alerta: Se você é do tipo não pode ver um homem casado ou não tira o olho da "mulher do próximo", reveja seus conceitos. Além disso ser politicamente incorreto, você poderá sofrer com o efeito Ricardão. É o efeito colateral sofrido pelo chifrador-metido-a-malandrão que quando menos espera, se vê babando pelos cantos de tão apaixonado pela vítima, só que esta - por sua vez - decide não largar o Cornélio.

Anel é coisa séria. God knew it...or he must have been a Single Lady.




Dica de música:

Lupe Fiasco - The Show Goes On

Um comentário:

  1. Desde que o mundo é mundo existe essa de achar que a mulher do próximo é melhor do que a que vc tem em casa. Mas quem arriscar vai arrumar uma baita dor de cabeça. Será que vale a pena?

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