quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Pegar ex de amigo, vale a pena?

Taí uma questão ainda mais polêmica que "Pegar irmã de amigo afeta a amizade?". Neste último caso, o tipo de sentimento envolvido é mais fraternal que passional. Já quando se trata de um(a) "ex", os sentimentos se afloram de tal maneira que um pequeno flerte ou um despretensioso olhar podem ser interpretados como traição ao movimento da A.M.I.G.O. Por esse e outros motivos, o tema é muito delicado e a tomada de decisão de pegar a "mulher do próximo" deve ser analisada com muita calma.



Ah....a Mulher do Próximo!


Por esse motivo, o Jebeando decidiu traçar um roteiro de utilidade pública que possa basear sua potencial cagada. Isso aí. Pegar a mulher de seu brother é "one way only" e se o cara ficar sabendo, a chance de você perder a amizade é muito grande, portanto...responda as perguntas abaixo, coloque na balança e veja pra qual lado você pende mais: o da amizade ou da trairagem.


Questionário "Vale a pena pegar a ex do camarada?":


Dê uma nota de 0 a 10 para cada resposta.
  • Quando? - Peso 1
    • Quando seu brother terminou? 
    • Nem lembro, faz tanto tempo. Nota 10.
    • Hummm...Não tenho certeza. Ontem, acho. Posso pegar? Nota 0.
  • Quanto? Peso 1
    • Quanto ele gostava dela? 
    • Muito pouco. Era só jeb mesmo. Nota 10.
    • Pra caralho. Nota 0.
  • Qual? Peso 1
    • Qual o estado civil do amigo no momento?
    • Casado. Nota 10.
    • Namorando. Nota 5
    • Solteiro. Nota 0.
  • O que? Peso 1
    • O que você pretende fazer?
    • Transar. Nota 10.
    • Ter um relacionamento. Nota 5.
    • Beijar. Nota 0.
  • Como? Peso 1
    • (Não, babaca. A pergunta não é se você deve comê-la ou não) 
    • Como irá rolar o lance?
    • Na surdina. Nota 10.
    • Em público. Nota 0.

  • Quão? - Peso 5
    • Quão gostosa ela é?
    • Capa de revista. Nota 10.
    • Legalzinha. Nota 5.
    • Um Boizinho
Agora pegue suas notas de cada tópico e multiplique pelo respectivo peso. Some tudo e chegue ao resultado final.
Eu sei que o formato do questionário tá com cara de Tititi e Capricho. Mas amigão...vai por mim. Das duas, uma:
- Mais de 50 pontos: "Vá pra cima. Afinal, se 1 não quer, 2 não brigam....certo?"
- Menos de 50 pontos: "Tem certeza que vai trair seu brother por uma baranga?"


Outros pontos a se considerar:
  1. Só arrisque na certeza de retorno garantido.
  2. O chutado de um namoro geralmente sofre mais. Portanto, não cutuque a ferida aberta daquele seu amigo que virou "emo" de tanto chorar.
  3. Não responda o questionário acima depois de 10 ou + cervejas e com a "ex" rebolando pra você. O resultado tem uma pequena chance de cair na "margem de erro".
  4. Se sua intenção é "one-night-jeb-na-miúda", vá em frente. Agora se a intenção é só dar uns beijinhos, vá pra balada mais próxima que a ressaca será só física.
  5. Se você estiver bebaço, sem acesso ao questionário e com ela pelada numa cama giratória...reze!

Dica de música:

Mumford and Sons - Little Lion Man

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Técnicas de Micareta Avançadas para o Carnaval

Dizem que o ano só começa depois do Carnaval. Por isso, dedico o post de hoje a esse evento tão essencialmente brasileiro. Post esse que tem a pretensão de sugerir dicas muito valiosas aos "farofeiros" de plantão e garantir a diversão de todos.
A intenção aqui não é chocar ninguém, nem fazer apologia à pegação de sapinho das micaretas tupiniquins e muito menos desiludir as garotinhas inocentes que realmente gostam de Chiclete-com-Banana e acham que "Cabelo Raspadinho" merece um Grammy. Tire as crianças da sala, ligue a marchinha que quiser e veja como a coisa funciona.
Bom, chega de bla-bla-bla e tal-tal-tal e vamos ao que interessa. 

As Técnicas de Micareta para o Carnaval:
  • O Mata-Leão, "morsa" ou "burdogue" - Essa técnica consiste em abocanhar a presa utilizando a força (no caso dos machos) ou a sedução (no caso das fêmeas). Em geral é aplicada em menos de 2 segundos após olhar a vítima. É como um bote certeiro do predador, mas com alta probabilidade da caça tentar uma fuga (Darwin já havia notado esse comportamento em seu livro "Evolução das espécies")
  • "Par ou ímpar" - Essa estratégia consiste em encontrar uma dupla, trio ou quarteto do sexo oposto e gritar o bordão: "4 é par?". Caso você não esteja em condições de contar, utilize-se sempre dessa frase. Caso ainda consiga, conte quantas pessoas participarão da "festinha" para ser mais preciso.
  • O amigo guerreiro - Sabe aquele seu amigo barangueiro? Bom...chame-o pra dar uma volta e...sucesso garantido. A falta de critério do teu amigo poderá te deixar em bons lençóis...literalmente.
  • "Qual o seu nome?" - Esse bordão é utilizado para criar uma conexão com a vítima e transparece sincero interesse, mas é muito improvável que você se lembre do nome dela(e) após 1 minuto. Para todos os efeitos tenha sempre a carta na manga: "Como você pode me acusar de não lembrar do seu nome, se você nem sabe o meu?"
  • Quero te beijar - Técnica que demonstra interesse indireto na pessoa abordada. Caso a resposta seja positiva, beije-a. Caso a resposta seja negativa, tente mesmo assim.
  • A técnica do beijo grupal - Se você não estiver pegando ninguém e se sentindo excluído, incite o "beijo grupal". A idéia é que todos comecem a se pegar e você consiga beliscar alguma coisa, seu incompetente.
Leitores, aqui cabe uma ressalva: "Nunca tentem isso em casa". Essas técnicas foram profundamente estudadas, testadas e até passaram pelo teste do INMETRO. Portanto, devem ser aplicadas única e exclusivamente por profissionais devido ao seu alto grau de complexidade e risco envolvido.
Mas se, mesmo assim, você se arriscar e as técnicas acima estiverem funcionando, você deve se lembrar de 3 regras antes de voltar à vida normal:

1 - Você não é mais herói que o Superman - Se até ele usa capa, porque você não vai usar?
2 - Você não é o melhor xavequeiro do pedaço - Poupe sua chefe e seu cargo, evitando as frases e técnicas acima mencionadas.
3 - Você não é o Brad Pitt - Você não é bonito, muito menos galã de cinema. Simplesmente estava no lugar certo, na hora certa e...no país certo!

Delicie-se com moderação.

Dica de música: 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"O problema não sou eu. O problema é você..."

"Você é a pessoa certa no momento errado da minha vida" ...Não. "O problema não é com você, é comigo". Também não. "Você merece alguém melhor do que eu". Pior ainda, ninguém é tão humilde assim.
Isso nos leva à reflexão a seguir: "Existe uma desculpa perfeita, um argumento convincente e padronizado que sirva para qualquer término de relacionamento?" Duvido muito. 
No meu modo de ver, toda situação de término de relacionamento é complicada e tem suas peculiaridades que exigem, cada uma, um tratamento diferenciado. Portanto, não existe uma frase mágica e universal que você diga que fará com que a pessoa chutada leve tudo na esportiva. 
Por outro lado, também não acho que as pessoas tem que ser extremamente sinceras (como o título acima e Ronald Rios sugerem) na hora de terminar um relacionamento e dizerem coisas como: "Você realmente é muito chata e sem graça. Eu até que tentei te mudar..." ou "Putz, sabe o que é? Não agüento mais seu bafo" ou ainda "Não temos mais compromisso nenhum, mas ainda quero te comer, beleza?". 
O senso de humor também deve ser deixado totalmente de lado. Sarcasmos como "Quero terminar, querida...não, querida não...'querida' você já não é faz tempo. Hahaaaaaaaaaa!!!" não são nada bem-vindos.

Mas então, qual a melhor opção?
Como ninguém gosta de escutar asneira e a maioria das pessoas reconhece uma *bilola de longe, acredito que a melhor opção seja: FALAR O QUE OUTRO QUER ESCUTAR.
Isso mesmo, mentir com classe e fugir dos clichês citados no primeiro parágrafo para que a DESCULPA ESFARRAPADA não pareça algo pronto e treinado.
A idéia principal dessa estratégia, então, é ser resiliente e se adaptar à situação vivida no momento. Veja os exemplos abaixo:
  • Exemplo 1
    • Cenário: Um dos dois ingressando na faculdade, o outro já saindo. 
    • Bilola ideal: "Nós estamos em estágios de vida diferentes, Você tem que aproveitar a faculdade ao máximo e eu estou muito focado em crescer profissionalmente".
  • Exemplo 2
    • Cenário: Excesso de trabalho.
    • Bilola ideal: "Ando tendo muito pouco tempo para mim mesmo. Me sinto sufocado e preciso desacelerar meu ritmo, o que só conseguirei estando em paz comigo mesmo"
  • Exemplo 3
    • Cenário: Viagens constantes ou mudança de cidade. 
    • Bilola ideal: "A distância está me matando. sinto falta do contato físico diário, apesar da explosão de alegria quando te vejo uma vez por mês" 
  • Exemplo 4
    • Cenário: Você encontrou outra pessoa e está prestes a trair
    • Bilola ideal: "Amadureci muito com nosso relacionamento, mas com o tempo acabei perdendo aquele tesão do começo. Preciso de um tempo para pensar e até reacender essa chama dentro de mim para que possamos ser felizes no futuro".
Como se pode ver, cada cenário acima mencionado leva a uma ação/resposta customizada para a situação. Se você pretende não magoar a pessoa "chutada", nada como adaptar sua resposta e não passar por grosseiro. Vale frisar que essa estratégia não é mal-intencionada, ela simplesmente visa preservar o bom relacionamento de ambos para o futuro.
Namoros que terminam aos socos e pontapés, em brigas monstruosas com agressões, xingamentos e excesso de verdade, deixam cicatrizes. No calor da batalha é muito fácil perder a cabeça e jogar na cara os maiores defeitos do parceiro de maneira psicologicamente irreversível.
É como meu amigo G.C. já dizia: "Camarada, sempre trate bem aquela sua ex que já te amou pelo que você é. Você nunca sabe se, no futuro, vai ficar gordo, zuado e sem ninguém".

Dica de música:

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Teoria das Classes Sociais


Desde que nasci, cresci e comecei a analisar a sociedade sob uma perspectiva *jebística, um fenômeno me chama a atenção: A Teoria das Classes Sociais. Essa teoria é baseada na análise minuciosa dos contos que ouvi das faxineiras que já trabalharam para minha família, dos amigos ricos que um dia quis ter e das minhas andanças como jovem de classe média.
TCS é basicamente a detecção de uma "lógica sexual" presente nas sociedades contemporâneas que identifica a relação entre o ínicio da vida sexual, a quantidade de *jebs per capita e o círculo social em que somos criados. 
É por causa dessa teoria que, após muitas aventuras e desventuras sexuais, consigo hoje enxergar claramente que me esforçarei o resto da vida para repor o tempo perdido com o “delay” ao qual fui submetido na maternidade. Abaixo, a análise resultante desses anos todos de observação, devaneios e muito voyeurismo:


A classe pobre (que só se fode): Lá pelos 11, 12 ou 13 anos, as crianças se cansam de brincar de pega-pega, começam a enxergar erotismo no esconde-esconde e acabam descobrindo o sexo muito cedo. Tudo isso fruto da ausência de afetividade e de orientação dos pais, da impossibilidade de acesso a outros tipos de entretenimento (videogame, cinema, fliperama, etc.) e da combinação de malandragem com tempo livre (sinônimo de vagabundagem). O sexo vira o passatempo predileto da moçada sem discriminação de credo, cor ou tamanho do boi classe social.


A classe rica (que só fode): Os bem-nascidos em geral começam a ser mimados desde o berço quando recebem seus macacões e enxovais personalizados com as cores do São Paulo, do Palmeiras e em quantidade absurdamente menor, do Corinthians. Crescem à base de leite-com-pêra e já lá pelos 14 ou 15 anos só querem dirigir o carrão do papai e pegar as “patzinhas” que se interessam por grana eles. Essa turminha que “não quer nada com a hora do Brasil” começa então a pensar exclusivamente em três coisas: Carros, Dinheiro e Mulher. Todos então começam a ter acesso ao sexo facilmente, variando de acordo com o quociente de beleza do "riquinho" - quanto mais gordo mais se paga pelo *jeb.


A classe média (que não fode, nem sai de cima): É a classe que é religiosa, mas não é fervorosa; que é rica, mas não pode abusar; que valoriza o estudo e o trabalho, mas não tem tempo para desfrutar de seus benefícios; que dorme tarde e acorda cedo; que aposta na mega-sena a vida toda e não ganha nem a raspadinha. A classe social onde se encontram a maioria dos “virgens de 40 anos”, dos BVs aos 20 anos e dos heterossexuais não-praticantes começa a vida sexual entre os 16 e 50 anos, em geral num puteiro barato (média de R$30,00) e é disparada a que mais se masturba ao longo da vida.

A conclusão que tiro dessa teoria é simples e reforça um antigo pensamento: "Quanto mais você se preocupa, menos se diverte". So...don't worry, be happy.

P.S.: A TCS é mais uma hipótese do que uma teoria (porque não é comprovada cientificamente), por isso fico totalmente aberto a críticas.



Música do dia:

Cartel - Wasted