terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mulher de fases

Homens enquanto moleques gostam é de pontuar. Mulheres enquanto meninas gostam de contar para as amigas. O amadurecimento natural das pessoas acaba levando todos a mudarem seus interesses, mesmo que alguns mais tardiamente. Aos 16, você quer saber é de beijar na boca, seja no cinema ou numa micareta do chiclete. Aos 25 anos, você provavelmente - mesmo que subconscientemente - analisa e calcula as chances de acabar na cama com a pessoa que você se envolver numa balada. Aos 30, pára e pensa se haverá futuro com a pessoa com a qual você está se relacionando, se você se vê casado e tendo filhos com ela. Aos 40, se solteiro(a), começa a bater o desespero de não ter formado família ainda...e assim vai, até o final da vida.
Para melhor exemplificar, podemos analisar as fases da mulher sob a perspectiva do gráfico abaixo (vou ficar devendo uma análise aprofundada sobre o homem...mas provavelmente o gráfico seria linear no 100%):

Mulher de fases: (*Por motivos éticos, o gráfico começa a partir dos 18 anos)

Fase 1 - Durante a faculdade (de 18 a 23 anos)
- Nesse período, a mulher ainda está se descobrindo e se soltando aos poucos. Vê-se uma acentuada tendência de crescimento da curva de Propensão ao Jeb* porque se trata da iniciação sexual.

Fase 2 - Pós-faculdade (entre 24 e 29 anos)
 - Mais madura e consciente do seu corpo, a mulher atinge um pico de sensualidade e segurança em relação ao jeb após a faculdade. As experiências adquiridas ao longo do curso são essenciais para a libertação da "estrelinha". A ausência daqueles manés no fundo da sala a te chamarem de piranha toda vez que chegar de cabelo molhado na aula, contribui para a queda destes e outros tabus.

Fase 3 - Esperança de Casar (entre 30 e 35 anos)
- Nessa fase a mulher tende a olhar para o futuro e acreditar que todo parceiro sexual é o homem de sua vida ou o príncipe encantado que será pai de seus filhos. Com isso, há um recuo quase que nupcial da curva Propensão ao Jeb* decorrente do efeito "Será que vou casar?".

Fase 4 - There's no time to waste (36 aos 42 anos)
- Caso a mulher continue solteira, sobrevivendo à fase 3, a mesma começa a querer "repor o tempo perdido". Por ter se resguardado para um príncipe-da-novela-das-8 que não apareceu, a libido volta com tudo e faz com que a mulher veja até no pedreiro do vizinho, um potencial procriador.

Fase 5 - Fiquei pra tia! (43 a 48 anos)
- Tem início a fase da pré-menopausa e a temida chegada do marco de meio século vivido. A crise dos 50 anos bate com força e a mulher, em meio à confusão de hormônios da idade, quase deixa a peteca cair, voltando a patamares de Propensão ao Jeb* comparáveis aos da inocente adolescência.

Fase 6 - Efeito Suzana Vieira (49 a 53 anos)
- Solteira e bem-resolvida, nessa idade a mulher se depara com o efeito Suzana Vieira (também conhecido na psicologia como Mal de V. Fisher), achando que é a garotona do pedaço e que pode namorar bofes de 20 e poucos anos mostrando o mamilo esquerdo a torto e a direito.

Fase 7 - Bye Bye Libido (54 a 59 anos)
- A libido sofre queda drástica e a curva de Propensão ao Jeb* tem seu maior retrocesso. A novela das 8h e o dominó ficam gradativamente mais tentadores que o antigo vibrador-companheiro-de-bolsa.

Fase 8 - Quase deitando (60 anos em diante)
- O atingimento da terceira idade garante bons lugares nos ônibus e metrôs, entrada de graça no cinema e vale fura-fila-de-banco. Lá pelas tantas, aos 90 anos, em geral a mulher tende a sofrer com o efeito Dercy que é o último lampejo de desejo da mulher (acompanhado de muitos palavrões libidinosos).

Qualquer sugestão de gráfico para os homens é bem-vinda. Mas acredito que com o advento do Viagra essa curva está cada vez mais linear, a contar do primeiro choro do bebê.

Música do dia:
Ben L'Oncle Soul - Seven Nation Army

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Como transformar uma miguxa em peguete em 5 passos

Para você que sofre internamente com uma paixão platônica pela sua amiga mais próxima (a BFF) e não sabe como se desvencilhar do rótulo de "miguxo", existe uma solução. Já vi muitos amigos sofrerem desse mal por serem considerados o amigo "assexuado" a quem a mina confia os segredos mais íntimos. É bem tênue a linha entre cair na zona de miguxo e se aproximar de alguém, portanto o objetivo deste post é, em 5 breves passos, mostrar uma estratégia eficaz para sair dessa zona e se tornar um potencial peguete (vale para ambos os sexos!!!). Segue o roteiro abaixo:

1o Passo: "Gradativamente, pare de contar todos os seus segredos para o (a) pretendente"
Você tem que se distanciar da pessoa para que ela possa te ver como um candidato em potencial. Se continuar nessa de "ui-você-não-sabe-do-babado-amiga", nesse tititi sem fim, continuará sendo visto como aquele amigo que tem uma vagina.

2o Passo: "Atenha-se a contar as histórias bem-sucedidas de pegação"
Afinal, você não quer que a pessoa te veja como um fracassado que só toma foras, botas e bolos. A idéia aqui é ser visto como macho-alfa ou como fêmea-provedora, mas não exagere nos detalhes para a mina não pensar que você só quer comer todas ou para o cara não te achar muito galinha.

3o Passo: "Elogie-a quando estiver bonita"
Considero esse passo um pré-approach. Ele serve para que a pessoa perceba que você repara na beleza dela e não é tão inofensivo quanto ela a princípio pensava.

4o Passo: "Critique-a sutilmente quando ela estiver mal-arrumada"
A idéia aqui é, simplesmente, não encher demais a bola da pessoa, que pode advir do exagero da aplicação do 3o passo. Mas não confunda o mal-arrumada com feia...até porque se você está interessado na pessoa não a acha feia, correto?

5o Passo: "Aproveite uma oportunidade em que a pessoa esteja carente e levemente alcoolizada"
Tudo bem, vão me criticar por explorar as fraquezas alheias. Mas a intenção aqui é boa e, não sendo anti-ético, essa é a oportunidade perfeita para que alguém já propenso ao erro, aceite a investida final. Importante: Não deixe que ela exagere na bebida também para que lembre da experiência!

Enfim, esse tipo de xaveco é como uma pescaria. Não se pode exagerar ao soltar a linha, mas também é preciso trazer o peixe para perto para cansá-lo e não perder o controle. As analogias não param por aí! É preciso muita paciência e não se esqueça de sua vida amorosa em prol desse investimento sem retorno garantido. Vá pescando os peixinhos e os devolvendo ao mar para depois saborear o peixão com mais prazer. A pescaria demora a trazer resultados, não se pesca um Tucunaré nos primeiros minutos.
Então, caros leitores, antes de seguir o roteiro mostrado aqui, analise se vale a pena se arriscar nessa empreitada. Você pode acabar sem amiga e sem peguete.

Música do dia:

domingo, 2 de janeiro de 2011

LAB - Lei de atração das boas

Meu primeiro contato com essa "lei" foi no início da faculdade. Os grupos de amigos com interesse em comum vão se formando e logo percebi a semelhança de gostos, desejos e ambições de cada tribo. Mas o que mais me chamou a atenção foi que os grupos de meninas que apresentaram empatia logo de cara tinham um ponto em comum = a beleza. Tanto a presença quanto a ausência dela eram determinantes para unir as "miguxas" que não se conheciam até um mês antes das aulas e já se diziam BFF's.
Para os que não entenderam a mensagem contida na frase anterior, o que quis dizer - preto no branco - é que as bonitas se uniam às bonitas, as belas médias* às belas médias e as feias às feias (pode-se citar um quarto exemplo que é a união das MJN's).
A LAB (Lei de atração das boas) leva esse nome porque é a partir da empatia entre as belas que a hierarquia se define. A partir do momento em que o grupo da "BOAS" se fecha, o das medianas e das feinhas se estabelecem. Não há muito o que fazer contra esse fenômeno. As medianas sempre tentarão atingir o topo da hierarquia, mas o que rege essas tribos é o quociente de beleza (QB) e não o merecimento por boas notas ou quantidade de colas repassadas às mais bonitonas que as salvaram das DPs.
Por mais que isso pareça uma prática de bullying disfarçado, é a realidade em muitos casos no início da faculdade. Não estou generalizando, mas afirmo com certeza que se você parar para analisar cada tribo, achará facilmente o grupo das meninas mais populares que são conseqüentemente as mais gatas e arrumadas (muitas delas com muito dinheiro, outras com muita pose, mas em geral extremamente perfumadas e bem-vestidas).
Na ala masculina, a coisa é um pouco diferente. Tal como se sabe há tempos, o fator mais atraente numa mulher é a beleza e no homem, o poder. Portanto, os grupos vão se estabelecendo a partir da capacidade dos homens em se articularem, se demonstrarem poderosos e dominadores frente aos outros conglomerados.  Alguns fatores que contribuem para a percepção feminina de que o grupo dos homens é dominador são:

1 - Dinheiro: na sociedade atual, dinheiro representa status e isso reflete poder.
2 - Força: os mais bolados se sobressaem aos franguinhos, por mais que não tenham tanto cérebro.
3 - Malandragem: a capacidade de um grupo se demonstrar mais "esperto" que outro acaba sendo percebido pelo resto como uma demonstração de poder.

Alguns outros fatores podem contribuir para esse percepção de poder no caso dos homens, mas a idéia aqui era dar um "overview" e comunicar aos feinhos zerados que ainda há solução!!! Foque em ganhar dinheiro, trabalhe seus músculos e capriche na dose de "malandrops" que a notoriedade virá naturalmente. 
Bom, ao final do post acabei percebendo que além da LAB (Lei de atração das boas), podemos considerar o 3 pilares descritos acima como o "Tripé do poder". Agora tente se lembrar dos grupos que se formaram no começo de sua faculdade...Identificou alguma semelhança?

Música do dia: 
Through the glass - Stone Sour