terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Dança Comigo?

A dança está presente na humanidade desde a Antiguidade. Seja para chamar a chuva ou para se exercitar, esse balanço característico dos corpos é parte integrante de diversas culturas e bastante associado a certos povos - desde tribos africanas e indígenas até o flamenco na Espanha e o tango na Argentina.
Bailes de formatura, bailinhos de debutante, bailões de rodeio e baladas eletrônicas são rotinas dos jovens nos finais-de-semana e todas envolvem algum tipo de dança. Daí vemos a importância de, se não ser um profissional de dança, pelo menos "saber dançar".
Particularmente, não sou nenhum bailarino, dançarino ou qualquer coisa do tipo. Tenho vontade em aprender a dançar, mas mais ainda tesão em ver dois corpos dançando uníssonos num tango caliente. É muito sensual ver alguém dançando bem e imagino que poder fazer parte desse momento - como parceiro - é uma experiência única.
Recentemente vivi 2 experiências, uma como voyeur e outra como "avaliador de potencial", que fizeram com que a dança ativasse partes diferentes do meu cérebro e me oferecessem sensações bastante distintas:

- No conhecido "DiQuinta", onde rola um samba rock bem freqüentado aos sábados, fui ao encontro de alguns amigos de meu intercâmbio no Texas. Cheguei lá meio tarde e aparentemente perdi uma aulinha que rola sobre os passos básicos da dança do dia. Acontece que fiquei meio durinho* para tirar alguém para dançar frente a tantos profundos conhecedores da ginga do samba rock e acabei ficando "apart" como um mero observador. Mas para minha grata surpresa uma garota de uns 20 e poucos anos de idade e bem gatinha se levantou, começou a procurar um parceiro e não parou mais de dançar. Tamanha era a sua intimidade com a dança e com o rebolado que todos os parceiros pelos quais seu corpo rodou pareciam a conhecer há tempos. E a garota que já era bonita, se tornou maravilhosa. A aura que a envolveu durante aqueles momentos foi suficiente para me fazer começar a olhar com inesperado desdém para as outras mulheres no salão. Onde eu tinha visto, inicialmente, vários potenciais, comecei a ver mulheres-sem-sal. Fiquei sem reação.

- Já numa outra festa, bem mais descontraída e com pouca ou nenhuma dança corpo a corpo, acabei passando por uma situação bem diferente. Não fui à caça, propriamente dizendo, mas digamos que eu fui ao local disposto a conhecer novas minas e especialmente interessado em uma que eu tinha visto apenas por facebook. Assim que encontrei uma amiga em comum, acabei ficando por perto, analisando o território e logo avistei a tal conhecida do facebook. Mas não me precipitei e fiquei "around", apenas observando. Esse tempo foi essencial para que eu percebesse a falta de ritmo da pretendente e não estou me referindo a uma dança complexa e que você depende de um parceiro, não. A falta de ritmo era no balançar do corpo ao escutar um axézinho nada complexo. Aquele movimento do quadril que não combina com o da cintura e faz a pessoa parecer uma minhoca-rebolante-e-nada-sexy. Foi nesse momento que comecei a reparar nos potenciais das amigas da minhoca e percebi que valia bem mais a pena apostar minhas fichas em outra da roda. Tiro certo.

Concluí então que mesmo não sendo um expert, um mínimo de ritmo é necessário a qualquer um que queira se soltar numa roda de amigos ou mesmo chamar a atenção de algum voyeur de plantão. Mais ainda, acho que o balanço de 2 corpos em conjunto ou separadamente é uma comunicação não-lingüística de "quão boa essa pessoa pode ser na cama". Assim como um mulher com quadril mais largo passa a subconsciente impressão de que será uma boa parideira e um homem com ombros largos, um bom protetor, "saber dançar" pode indicar ao subsconsciente do sexo oposto que você é "o cara".

Já agendou sua primeira aula?

Música do dia:
Por una cabeza - Carlos Gardel (Scent of a Woman Theme - Perfume de Mulher)

3 comentários:

  1. Concordo com vc. Uma pessoa que saiba dançar bem, tem um charme especial a mais. No mínimo vai ser sempre uma pessoa que gosta de festas, que está sempre de bem com a vida. E para isso não tem idade, tem velhinhas e velhinhos que mandam muito bem na dança, uma graça. Qdo os parceiros sabem dançar bem então é o máximo. Eles se completam, é o Concavo e Convexo.

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  2. Homem que sabe dancar eh um charme pq eh algo que as mulheres nao esperam. Toda mulher sabe balancar os ombros e dar uma enganada, mas nem todo homem sabe fazer isso. Mas sinceramente? Ter uma nocao eh sempre um plus, mas nada de ficar rebolando e descendo ate o chao no som do axe!!! Ja vi uns caras assim, fiquei mais assustada que admirada! Pareciam que tinham saido direto do concurso da loira do tchan. Aih perde o charme e fica parecendo bicha!!

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  3. Totalmente concordo.
    Para mim, um cara que sabe dançar ganha infinitamente mais pontos do que um bonitinho qualquer. Mas, como diz o comentário aí em cima, dançar todos os axés é meio estranho... rs
    E o cara tem que saber conduzir, também. Porque, se ele sabe dançar, eu vou querer dançar com ele! E sem sair da dança achando que eu fui um desastre!
    Em suma: caras que sabem dançar são tudibão! Agendem já suas aulas! ^^

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