quarta-feira, 18 de agosto de 2010

No escurinho do cinema

Oscar; Spielberg, Almodovar, Tarantino e Hitchcock; Tom Cruise, Brad Pitt, Tom Hanks e Stallone; Pipoca e Guaraná. 

O cinema é considerado a sétima arte. Trata-se da mistura perfeita entre entretenimento, arte e efeitos sonoros e visuais. Acho que mais até do que Pizza, nunca ouvi alguém dizer: "Não gosto de cinema." 
Isso porque cinema continua sendo um programa em conta (para estudantes ainda mais), diferentemente de uma balada, show ou um jogo de libertadores e além de ser um programa para todas as idades, é universalmente conhecido como um local de azaração. Não que você vá no cinema com o intuito de ficar xavecando a tia que sentou sozinha na sua frente, mas sim no sentido de ser perfeito para um casal namorar no escurinho.


Contudo,  a conexão que quero fazer aqui é com o lado romântico dessa arte. Para muitos casais, cinema é sinônimo de pegação ou namoro e o melhor disso é que não há idade para namorar em frente à telona. Muitos namorinhos de pré-adolescentes começam nas sessões pipoca, já que os mesmos não estão autorizados a saírem para altas baladas ou mesmo namorarem em casa. Cinema é a solução.


Recentemente tenho percebido um certo preconceito dos adultos em relação ao cinema. Confesso que fui recriminado outro dia ao convidar uma garota para sair e sugerir: "Let's go to the movies?". Muitos amigos me disseram que era coisa de criança, de pré-adolescente ou que não transmitiria aquela imagem de "sou maduro". Mas eu continuo achando que acertei porque ainda não tínhamos saído nenhuma vez e nesse caso nada melhor que o escurinho e a proximidade das poltronas para facilitar um beijo roubado - sem mencionar que não é preciso ter assunto no cinema, os atores já o fazem por você.


Quanto à decisão de qual filme assistir, acredito que é crucial para o divertimento do casal. Em geral, os homens preferem filmes de ação e as mulheres, comédias românticas. Mas fica uma dica: Se a sua intenção é puramente a pegação, surpreenda as mulheres sugerindo com uma comédia romântica. Além de ganhar pontos com elas, essa categoria de filme cumpre seu papel porque é ótima por incentivar o clima romântico; não é necessário prestar atenção a todos os detalhes, já que não se perde o fio da meada ao dar uns pegas mais fortes; gera boas risadas e pouca tensão nas mulheres, favorecendo que ela se solte mais...o//


Bom...posso ser um amante à moda antiga, já que - apesar das críticas - continuo considerando o cinema um ótimo lugar pra levar paquerinhas e namoradas. Acho que nada mais romântico que uma combinação cinema - jantar - jeb*: O primeiro no escurinho, o segundo à luz-de-velas e o terceiro à meia-luz.


Música do dia:
Colgando en tus manos - Carlos Baute

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Questão de química


Qual a maior utilidade da fórmula NaCl?

Não, não é desse tipo de questão que estou falando. O que vou falar aqui é de uma coisa que tem muito a ver com química e pouquíssimo a ver com racionalidade.
Em uma conversa com uma ex-peguete outro dia, caímos no assunto do porquê não deu certo. E, engraçado, ambos tívemos de concordar: não rolou química. Seja no beijo, no cheiro ou na pegada em si, não deu outra...fomos perdendo aquela vontade de dar uns amassos e passamos a ser nada mais que meros conhecidos.
Sim, foi meio estranho o diálogo após o afastamento porque a única coisa que ficou foi a consideração mútua. Confesso que num primeiro momento, o que vem à cabeça de qualquer Homem é: “Porra, será que eu mandei mal?”. Mas assim como numa broxada, em que a sociedade atual culpa o lado masculino por não ter dado conta do recado, nem sempre a história segue esse script. Há casos em que a culpa é de ambos e não é de ninguém. Pode acontecer da mina não se soltar como o homem gostaria, o cara não forçar tanto quanto deveria, um estar na vibe de se pegar e o outro de se a-pegar...


Pensei então em algumas razões que me parecem sensatas para o afastamento de 2 pessoas que aparentemente pareciam dar certo:


Cabeças diferentes: uma pessoa querer curtição e a outra sonhar com um mance*
(i)Maturidades Distintas: uma pessoa saber apreciar uma boa companhia e outra simplesmente querer o glamour de um(a) peguete novo(a) a cada dia
Interesses Divergentes: focos diferentes na vida amorosa e profissional
Pegadas Invertidas: uma pessoa ser mais carinhosa e a outra mais agressiva
Timing: falta de oportunidades devido a compromissos e prioridades diferentes


Claro que existem muitos outros motivos para uma relação não dar certo. Mas o que quero deixar claro aqui é que nem sempre a beleza de um casal, a aparência física e a compatibilidade inicial é suficiente para transformar um pega descompromissado em algo mais profundo. Ao longo da convivência, os pequenos detalhes e peculiaridades dos envolvidos são os elementos definidores do sucesso ou fracasso da relação.
Aquele abraço mais apertado na hora da carência, aquela sensação boa de se conversar sem restrições de assuntos ou segredos, aquela música que te faz lembrar do outro...tudo isso se soma para fortalecer a relação. E, na contramão disso, a ausência desses pequenos momentos de prazer pode levar ao término do que nem começou direito.


Mas você sabe qual a resposta da primeira pergunta desse texto? 
NaCl ou Cloreto de Sódio é nada mais que o sal de cozinha.
A semelhança entre essa fórmula e esse post é que as pessoas "com sal" são as que geralmente nos marcam. Digo mais, esse "sal" transforma meras peguetes em potenciais gf's. o//


Como já disse Vinicius de Moraes:
"Senão é como amar uma mulher só linda. E daí?
Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza
Qualquer coisa que sofre, Qualquer coisa que chora"



Questão de química, com certeza. 


Música do dia:
Rammstein - Mein Herz Brennt