sexta-feira, 16 de julho de 2010

Teste do Abracinho

Feriado no estado de São Paulo (9 de julho). Sabendo que o fim-de-semana seria prolongado, logo me programei para conhecer novos lugares e, quem sabe, encontrar alguém interessante. Mas, como só podia  ser, uns rolês deram certo e outros nem tanto. Voltar de Mogi Mirim (apesar da festa ter sido boa e muito engraçada), localizada a 1h30 de Vinhedo, às 9h00 da manhã, com sono e sem dinheiro pra pagar o pedágio foi um deles. Percebi que o rolê era ainda mais errado quando o cara do pedágio me deu as 3 opções, já que estávamos sem dinheiro:


1 - Pagar com cheque: Na boa....quem anda com cheque na carteira hoje em dia???
2- "Arrecadar dinheiro": leia-se pedir esmola na estrada às 9h00 da manhã. Fora de cogitação.
3 - Voltar no pedágio (que é perto de Mogi) e pagar os R$8,20 que devia em até 48 horas, sob pena de multa de R$120,00: Opção escolhida.


Evadindo o pedágio, me peguei a divagar sobre as baladas do feriado. E pude fazer algumas constatações sobre meus percalços nessa vida solteira...como o "teste do abracinho".
O "teste do abracinho" é uma das táticas que, inconscientemente, os homens adotam nas baladas para avaliar a conformação física das potenciais peguetes (ok, agora que eu estou alertando, não será mais tão inconsciente assim). Mas esse teste pode ser comparado à quando o Ray Charles discretamente apalpava os pulsos das mulheres que estava interessado como forma de descobrir características físicas das mesmas, já que era desprovido de visão.
Percebi que o contato do abracinho, que não chega a ser um abraço de fato, é essencial para determinar se a candidata pode se tornar um alvo ou não. O "abracinho" consiste em um leve toque nas costas da mulher, no momento em que os dois cochicham em meio à barulheira da festa e o clima de paquera se intensifica no ar. Mas apesar do clima, esse leve toque é determinante para a decisão do homem de tomar a atitude ou não. O "teste do abracinho" já me fez parar e repensar várias vezes: "Será que vou para cima ou não?" e a resposta geralmente foi uma estratégica saída de cena. E não digo isso só do lado masculino. Aposto que muitas mulheres já desistiram ou broxaram quando viram aquele suposto fortinho de inverno com a barriguinha de fora no verão.
É claro que esse teste é ignorado na medida em que se consome mais álcool. Quanto mais embriagado, menos você pensa em avaliar os quilinhos a mais e mais você pensa no retorno sexual que pode obter da vítima. Até se chegar a um estado em que o que importa é simplesmente comer alguém. Ou algo. Já ouvi histórias de um conhecido que tentou estuprar o próprio poodle ao chegar bêbado em casa. Mas isso não vem ao caso, pelo menos não nesse momento.
Enfim, vivi essa experiência no feriado que descrevi. Poderia até dar jogo com a candidata, mas o teste do abracinho mostrou-se infalível. Um grande inimigo desse teste são as blusinhas e camisetas soltinhas que escondem desde pneuzinhos a grandes relevos abdominais. Em última instância, o teste é muito fácil de ser executado: o leve toque nas costas da mulher não deixa dúvidas, a mão NÃO deve encaixar como uma luva nas dobras laterais da mulher. Isso é sinal de que uma desagradável surpresa vem por aí.


A não ser que você goste de fazer sexo com roupa...


Música do dia:
Tu vuò fà l'americano - Remix

3 comentários:

  1. Muito legal seu blog cokes, só corrige a palavra "inconveniência" na descrição da bagaça!!

    Acabo de me cadastrar no WordPress, vou abrir meu blog tb. Uma pista do conteúdo: vai ser chato igual a minha observação gramatical acima!

    Abraço,

    Heitor

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  2. já corrigi! haha
    valeu o alerta
    passa o endereço do blog dps
    abs!

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