terça-feira, 27 de julho de 2010

Pós-Namoro

Términos de namoro nunca são 100% amigáveis. Nada mais natural...afinal, quase sempre quem termina fica mal por terminar, quem é "terminado" fica pior ainda e mesmo quando a separação é amigável, bate aquela carência indescritível e aquela sensação de "cara-cadê-meu-jeb".
Bom, nem tudo é um mar-de-rosas evidentemente. Eu mesmo, após meu último término, ainda sinto saudade dos momentos íntimos com a mina que curtia (e ainda tenho um grande apreço). Mas é isso que é difícil de entender, muitas vezes. Em muitos casos, quem terminou leva fama de "vilão" perante a sociedade e amigos da(o) ex, mas poucos analisam a decisão friamente e enxergam que ela pode ter sido motivada por N razões:

  • Incompatibilidade de interesses no momento
  • Sufoco em demasia
  • Fases de vida diferentes
  • Percepção de que o namoro caiu no comodismo ou na mesmice
...ou simplesmente fim da paixão, sentimento muito difícil de ser admitido e ainda mais de ser assumido. Por isso, considero muito macho quem tem o culhão de terminar um namoro que se tornou mais desgastante que benéfico e acho patético quem começa a fazer múltiplas "cagadas" (incluso traições, ciúmes bestas, brigas tolas e pré-ensaiadas) porque prefere ser pego na bilola* e limado* pela outra pessoa a terminar, em função da falta de coragem de acabar com o relacionamento que lhe garante segurança e conforto.
Mas como nem tudo no término de namoro é ruim, vou citar o lado bodesse acontecimento - minha ex que me perdoe - em respeito a dois amigos meus que recém-terminaram seus mances* e ainda estão na fase RECS (Readaptação ao Estado Civil Solteiro), JB e NP:
  • Poder assistir e jogar futebol ou outro esporte do interesse a hora que quiser
  • Poder curtir uma balada bebaço e sem preocupação de não trocar muita idéia com pessoa alguma do sexo oposto (ou do mesmo sexo, caso seja homossexual)
  • Poder ficar "na bilola*" o fim-de-semana inteiro
  • Conseguir focar no trabalho e faculdade (ou colégio) sem estresses de casal
  • Dedicar-se mais aos amigos
Enfim, não queria fazer uma apologia à "solteirice", mas sim mostrar que existem pontos positivos numa situação triste como essa, de fim de namoro. Aguardo pelo dia em que poderemos conviver em harmonia com todos nossos "X".

Música de hoje:

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Teste do Abracinho

Feriado no estado de São Paulo (9 de julho). Sabendo que o fim-de-semana seria prolongado, logo me programei para conhecer novos lugares e, quem sabe, encontrar alguém interessante. Mas, como só podia  ser, uns rolês deram certo e outros nem tanto. Voltar de Mogi Mirim (apesar da festa ter sido boa e muito engraçada), localizada a 1h30 de Vinhedo, às 9h00 da manhã, com sono e sem dinheiro pra pagar o pedágio foi um deles. Percebi que o rolê era ainda mais errado quando o cara do pedágio me deu as 3 opções, já que estávamos sem dinheiro:


1 - Pagar com cheque: Na boa....quem anda com cheque na carteira hoje em dia???
2- "Arrecadar dinheiro": leia-se pedir esmola na estrada às 9h00 da manhã. Fora de cogitação.
3 - Voltar no pedágio (que é perto de Mogi) e pagar os R$8,20 que devia em até 48 horas, sob pena de multa de R$120,00: Opção escolhida.


Evadindo o pedágio, me peguei a divagar sobre as baladas do feriado. E pude fazer algumas constatações sobre meus percalços nessa vida solteira...como o "teste do abracinho".
O "teste do abracinho" é uma das táticas que, inconscientemente, os homens adotam nas baladas para avaliar a conformação física das potenciais peguetes (ok, agora que eu estou alertando, não será mais tão inconsciente assim). Mas esse teste pode ser comparado à quando o Ray Charles discretamente apalpava os pulsos das mulheres que estava interessado como forma de descobrir características físicas das mesmas, já que era desprovido de visão.
Percebi que o contato do abracinho, que não chega a ser um abraço de fato, é essencial para determinar se a candidata pode se tornar um alvo ou não. O "abracinho" consiste em um leve toque nas costas da mulher, no momento em que os dois cochicham em meio à barulheira da festa e o clima de paquera se intensifica no ar. Mas apesar do clima, esse leve toque é determinante para a decisão do homem de tomar a atitude ou não. O "teste do abracinho" já me fez parar e repensar várias vezes: "Será que vou para cima ou não?" e a resposta geralmente foi uma estratégica saída de cena. E não digo isso só do lado masculino. Aposto que muitas mulheres já desistiram ou broxaram quando viram aquele suposto fortinho de inverno com a barriguinha de fora no verão.
É claro que esse teste é ignorado na medida em que se consome mais álcool. Quanto mais embriagado, menos você pensa em avaliar os quilinhos a mais e mais você pensa no retorno sexual que pode obter da vítima. Até se chegar a um estado em que o que importa é simplesmente comer alguém. Ou algo. Já ouvi histórias de um conhecido que tentou estuprar o próprio poodle ao chegar bêbado em casa. Mas isso não vem ao caso, pelo menos não nesse momento.
Enfim, vivi essa experiência no feriado que descrevi. Poderia até dar jogo com a candidata, mas o teste do abracinho mostrou-se infalível. Um grande inimigo desse teste são as blusinhas e camisetas soltinhas que escondem desde pneuzinhos a grandes relevos abdominais. Em última instância, o teste é muito fácil de ser executado: o leve toque nas costas da mulher não deixa dúvidas, a mão NÃO deve encaixar como uma luva nas dobras laterais da mulher. Isso é sinal de que uma desagradável surpresa vem por aí.


A não ser que você goste de fazer sexo com roupa...


Música do dia:
Tu vuò fà l'americano - Remix

terça-feira, 6 de julho de 2010

Jeb de Intercâmbio

Aaaaaaaaaaahhhhh!!!! Que saudade do ano de Intercâmbio. Época tranqüilíssima, onde o estudo era mero coadjuvante da experiência como um todo e as responsabilidades eram mínimas! Não que eu não tenha aproveitado para crescer como pessoa, estudante e até como futuro profissional. Mas toda a vivência que adquiri na "gringa" foi natural e proveniente dos relacionamentos (amizades, namoricos, etc.) que fiz. A propósito, pra quem quer saber, fiquei um ano no Texas (cidade de Edinburg) - que é uma cidadela de estudantes, perto de McAllen e a 30min da fronteira com o México. Não, não é muito agitada. Não, não tinham Shakiras. Sim, a maioria era gorda de tanto comer Taco e Hamburger. Mas deu pra aproveitar bastante! Curti à vera!
Bom, voltando a falar de relacionamentos "gringos", pude constatar algumas peculiaridades dos, por assim dizer, "intercambistas". Dizem por aí que eles são liberais. Mas acredito que é muito mais um estado passageiro que algo da natureza desses estudantes. Então, parei pra pensar nos motivos que levam quem está estudando fora de seu país a ser mais sexualmente liberal:


1. Exchange Students não têm que zelar pela reputação: Isso mesmo. Estando fora de seu país e sabendo que sua vida ali tem prazo de validade, você, na posição de intercambista, pode se dar ao luxo de fazer o que quiser, quando quiser, dando e comendo quem quiser. Podem rolar pensamentos como "Vou transar com esse ou com aquele? Ahhh....com os dois mesmo! Podem me tachar de puta. Vou embora mês que vem mesmo!" . É claro que não estou fazendo uma apologia ao sexo e drogas sem limite. Faço uma apologia a eles com moderação!


2. A distância dos pais: Estar longe da família é sinônimo de independência. Mas na cabeça do intercambista, independência = estar sem supervisão. E o fato de estar "all by himself" leva a atos que não seriam possíveis na casa de sua própria família. Festas e baladas regadas a muito álcool, orgias regadas a muito....ah, vocês me entenderam. Sempre lembrando que um intercambista em seu país, é um estudante como os outros e deve um mínimo de satisfação a seus pais.


3. A carência: Está intimamente linkado com o anterior. A carência surge do distanciamento dos pais, parentes e amigos (ela realmente existe...não é viadagem não!). Essa carência faz com que o intercambista acabe, muitas vezes, quebrando a cara em relacionamentos porque não tem outros pilares (como pais e amigos) para se apoiar nos momentos ruins. Mas também pode gerar um comportamento promíscuo do mesmo, fazendo com que ele freqüente casas de swing (Marrakesh!!!), puteiros ou largue o boneco* em qualquer uma. Tudo subconscientemente no intuito de sanar sua carência.


Então, o que fica como lição é: Se tiver a oportunidade, viaje! Faça intercâmbio. Vale muito a pena. Não só pela cultura e experiência que se adquire, mas pelas pessoas que se conhece. E pra quem não teve a oportunidade, não pare de sonhar.
Continue tentando, quem sabe um dia sua empresa não te mande para uma filial no exterior? Eu tenho esperança de um dia isso ainda acontecer comigo. A diferença maior será que eu terei muito mais responsabilidades que na época de estudante. Mas com certeza terei mais dinheiro no bolso!!!


Música do dia:
Portishead - Glory Box