sábado, 19 de junho de 2010

Approach fora da balada

Atendendo a pedidos, venho aqui abordar um tema meio complicado: o approach em ambientes não-balada. Sim, é isso mesmo. Aquela conversa mole na fila do Poupatempo de Santo Amaro, aquela olhadela no metrô, aquele toque de mãos involuntário no ponto de ônibus (o//). Às vezes, um ato involuntário, um piscar de olhos ou uma conversa despretensiosa podem culminar em um contato telefônico ou até mais que isso.
No contexto da balada, tudo fica mais fácil. As pessoas estão lá, acima de tudo, para se divertirem. E diversão para o brasileiro é sinônimo de "pegação", por mais fútil que isso pareça. Claro, existe aquele grupinho que sai para dançar, os que saem para beber e os que saem para curtir a vibe. Mas nenhum deles, repito, nenhum deles sai de casa pensando: "Sou solteiro e não vou pegar ninguém". Isso porque todo mundo - que não está deprimido ou na fossa - pode se abrir para conhecer novas pessoas. Tudo depende de como essa pessoa é abordada!
Mas então, como funciona fora da balada? Na minha opinião, cada lugar tem suas particularidades e seus melhores approachs e cabe a cada um adaptar ao seu estilo para obter o melhor resultado. No trabalho, por exemplo, abordagens agressivas podem ser muito mal vistas. Mas não estou aqui pra dizer o que é certo ou errado, só quero contribuir para que entendamos as melhores práticas do "approach" fora da balada.
Uma tática que acredito funcionar, é chegar totalmente despretensiosamente, mesmo que com as frases mais batidas do mundo: "Que horas são, por favor?" ou "Nossa, lá vem um pé d'água, né?". Isso para fingir um suposto desinteresse e sentir a receptividade da pessoa. É muito fácil perceber quando alguém não quer assunto, então, ao perguntar algo corriqueiro, você finge querer uma simples informação para analisar se vale a pena continuar a conversa ou não.
Por outro lado, o xavequeiro de plantão pode se utilizar da situação e do lugar para puxar um assunto relacionado ao momento. No trabalho, você pode iniciar um contato através de um projeto que você esteja tocando com a pessoa; numa loja de roupas, você VAI conversar sobre os modelos disponíveis; num banco você pode reclamar da demora na fila. Mas isso não garante sucesso a ninguém. Tem que ter o timing certo para mudar a situação a seu favor. E para isso, uma dica muito valiosa é entrar no assunto "pegação" de modo discreto. Segue abaixo um exemplo de como abordar o assunto numa loja de roupas (V = Vendedora):

- Acho que vou levar esta blusinha mesmo!
- (V) Ótimo. É pra presente?
- É, só que pra minha irmã. Não tenho namorada no momento, fazer o que né? (risos)... Você já tem companhia pro dia dos namorados? o//

...E deixe o papo rolar. Se você não entrar no assunto das paqueras, provavelmente não vai conseguir informações valiosas como o estado civil da pessoa - sempre me perguntei o porquê de se chamar "estado civil".
Bom, essas são algumas estratégias que você pode usar nas abordagens do dia-a-dia. O sucesso ou não vai depender de diversos fatores, como a linguagem corporal ou não-lingüística. Agora, acho que mais fácil seria fazer um post sobre as piores práticas de approach (acho até que seria mais engraçado). 
  • Usar o mata-leão - imagine você andando na rua e uma pessoa te agarra à força por um beijo
  • Usar cantadas de pedreiro: "Tá vendo aquela pedra ali? Então...será que rola ou não rola?"
  • Usar cantadas de pedreiro situacionais: (No metrô) "Será que o que eu tô sentindo é amor ou outra coisa...passageira?"
Por fim, acho que resta uma questão: "O que se pode esperar de um approach fora da balada?". Caro leitor, a chance de encontrar sua alma gêmea comendo churrasquinho grego na esquina é remotíssima. Para quem se contenta com pouco, um sorriso ou um aceno podem ser encarados como uma vitória. Porém, acredito que se você conseguir um telefone, um e-mail ou o contato do messenger da pessoa pode considerar seru approach um sucesso. 


Comentem e compartilhem alguma experiência!


Música do dia:
Keane feat. K'Naan - Stop for a minute

4 comentários:

  1. é eu já xavequei mina no metro, mas nunca consegui pegar nenhuma, por pior que ela fosse (o//)

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  2. Tenho uma duvida sobre o exemplo citado da loja de roupas: "Voce ja tem companhia pro dia dos namorados"... isso se caracteriza-se como xaveco pedreiro? ou do pedzão? ou talvez o xaveco do bossa meooo??

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  3. ahuahuhua
    eh um xaveco bem eddie neh Binha?

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  4. Calabresa.
    Qual o seu problema?

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