terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Dança Comigo?

A dança está presente na humanidade desde a Antiguidade. Seja para chamar a chuva ou para se exercitar, esse balanço característico dos corpos é parte integrante de diversas culturas e bastante associado a certos povos - desde tribos africanas e indígenas até o flamenco na Espanha e o tango na Argentina.
Bailes de formatura, bailinhos de debutante, bailões de rodeio e baladas eletrônicas são rotinas dos jovens nos finais-de-semana e todas envolvem algum tipo de dança. Daí vemos a importância de, se não ser um profissional de dança, pelo menos "saber dançar".
Particularmente, não sou nenhum bailarino, dançarino ou qualquer coisa do tipo. Tenho vontade em aprender a dançar, mas mais ainda tesão em ver dois corpos dançando uníssonos num tango caliente. É muito sensual ver alguém dançando bem e imagino que poder fazer parte desse momento - como parceiro - é uma experiência única.
Recentemente vivi 2 experiências, uma como voyeur e outra como "avaliador de potencial", que fizeram com que a dança ativasse partes diferentes do meu cérebro e me oferecessem sensações bastante distintas:

- No conhecido "DiQuinta", onde rola um samba rock bem freqüentado aos sábados, fui ao encontro de alguns amigos de meu intercâmbio no Texas. Cheguei lá meio tarde e aparentemente perdi uma aulinha que rola sobre os passos básicos da dança do dia. Acontece que fiquei meio durinho* para tirar alguém para dançar frente a tantos profundos conhecedores da ginga do samba rock e acabei ficando "apart" como um mero observador. Mas para minha grata surpresa uma garota de uns 20 e poucos anos de idade e bem gatinha se levantou, começou a procurar um parceiro e não parou mais de dançar. Tamanha era a sua intimidade com a dança e com o rebolado que todos os parceiros pelos quais seu corpo rodou pareciam a conhecer há tempos. E a garota que já era bonita, se tornou maravilhosa. A aura que a envolveu durante aqueles momentos foi suficiente para me fazer começar a olhar com inesperado desdém para as outras mulheres no salão. Onde eu tinha visto, inicialmente, vários potenciais, comecei a ver mulheres-sem-sal. Fiquei sem reação.

- Já numa outra festa, bem mais descontraída e com pouca ou nenhuma dança corpo a corpo, acabei passando por uma situação bem diferente. Não fui à caça, propriamente dizendo, mas digamos que eu fui ao local disposto a conhecer novas minas e especialmente interessado em uma que eu tinha visto apenas por facebook. Assim que encontrei uma amiga em comum, acabei ficando por perto, analisando o território e logo avistei a tal conhecida do facebook. Mas não me precipitei e fiquei "around", apenas observando. Esse tempo foi essencial para que eu percebesse a falta de ritmo da pretendente e não estou me referindo a uma dança complexa e que você depende de um parceiro, não. A falta de ritmo era no balançar do corpo ao escutar um axézinho nada complexo. Aquele movimento do quadril que não combina com o da cintura e faz a pessoa parecer uma minhoca-rebolante-e-nada-sexy. Foi nesse momento que comecei a reparar nos potenciais das amigas da minhoca e percebi que valia bem mais a pena apostar minhas fichas em outra da roda. Tiro certo.

Concluí então que mesmo não sendo um expert, um mínimo de ritmo é necessário a qualquer um que queira se soltar numa roda de amigos ou mesmo chamar a atenção de algum voyeur de plantão. Mais ainda, acho que o balanço de 2 corpos em conjunto ou separadamente é uma comunicação não-lingüística de "quão boa essa pessoa pode ser na cama". Assim como um mulher com quadril mais largo passa a subconsciente impressão de que será uma boa parideira e um homem com ombros largos, um bom protetor, "saber dançar" pode indicar ao subsconsciente do sexo oposto que você é "o cara".

Já agendou sua primeira aula?

Música do dia:
Por una cabeza - Carlos Gardel (Scent of a Woman Theme - Perfume de Mulher)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Avaliação de Potencial

Feia ou bonita? Gorda ou magra? Jovem ou coroa?
Beleza não é tudo. Eu já disse aqui que a mulher tem que ter 'qualquer coisa além da beleza'.
Ademais, não é possível se traçar um padrão de beleza generalizado. Gosto é gosto e ninguém agrada a gregos e troianos porque é como a máxima da vovó já dizia: 'O que seria do branco se todo mundo gostasse do amarelo?'
Eu confesso que já caí na armadilha do efeito Halo. Quando menino, no ensino fundamental, cheguei a me apaixonar pela mina mais chata da minha classe, pura e simplesmente por seus lábios carnudos e seu rosto à la Angelina Jolie. Soa tão ridículo que me enoja. O fato dela não notar minha presença me incomodava e, numa das poucas vezes em que ela dirigiu a palavra a mim, mesmo que para dizer impropérios, eu pensei: "Ahhhhhhhhhhh....pelo menos ela sabe que eu existo!" As aparências enganam.
A súplica que faço aos leitores de ambos os sexos, então, é que ignorem a estética pura, a perfeição facial cobiçada por agentes de talentos para a passarela ao selecionar suas modelos. Concentrem-se na "volúpia interior". Avaliem o potencial dos(as) pretendentes e veja o que a pessoa pode oferecer.
A maturidade e a experiência nos fornecem esse tipo de percepção. Mais uma vez confesso ter dificuldade em aplicar essa técnica, mas garanto que quem a domina pode ter surpresas muito mais gratificantes do que quem namora aquela "vênus-sem-sal".


Vale o exercício:
- Comentário da mulher 1: "Adoro mergulho e estar em contato com as águas do mar" - Interpretação: "A brincadeira pode começar na cama, mas tende a evoluir pra banheira e daí pra uma Cicarelli é um passo!"
- Comentário da mulher 2: "Odeio fast-food. Gosto de tudo bem preparado." - Interpretação: "Preliminares são essenciais, mas sabe saborear o prato principal"
- Comentário da mulher 3: "Não como fora de casa. Tenho nojo de comer na rua" - Interpretação: "Só gosta do que o paladar está acostumado, deve ser péssima companhia pra jantar e bola-gato nem pensar!!!"


- Comentário do homem 1: "Pra mim o que importa é sexo e futebol. O resto é o resto." - Interpretação: "Não se engane. Um cara que afirma isso, na primeira oportunidade que tiver, vai escolher o Corinthians e não uma noite romântica com final feliz"
- Comentário do homem 2: "Não sou metrossexual. Só não curto unhas com cutícula." - Interpretação: "Por mais que passe uma imagem de bem-cuidado, é muito provável que peça um fio-terra na hora H"
- Comentário do homem 3: "Tenho minhas ambições profissionais, mas sempre arrumo tempo pra me exercitar" - Interpretação: "Retrato do homem sensato. Provavelmente não será um 'rato de academia' como os bombadões, mas preza pela saúde e a chance de ter um conta polpuda é muito maior!"


Portanto, fique atento aos trejeitos, atitudes e comentários das pessoas e será um bom "avaliador de potenciais". O exercício, além de divertido, pode trazer resultados muito satisfatórios e precisos.


P.S.: Esse post é homenagem a um expert no assunto. Estou certo de que ele não se frustra tão facilmente em relacionamentos e nem é iludido ou atraído por uma beleza sem sal.


Música do dia:
OneRepublic - Secrets

terça-feira, 16 de novembro de 2010

5 volantes contra 1 atacante

Voltando a escrever após um tempo afastado e ainda me recuperando de uma fratura de metacarpo e outros "cast matters", sinto que levarei ainda certo tempo para me readaptar plenamente à sociedade e seus dilemas. Me senti quase como um preso que sai da solitária e reencontra a luz.
Logo que saí do meu enclausuramento particular, procurei rever minha lista de contatos, baladas e afins. É então que nessas andanças me deparei com algumas situações nem sempre agradáveis e decidi que devia listar algumas dicas, "no que se refere" a alguns dos erros mais comuns cometidos pelas damas que tenho observado nessa volta à ativa:
  • Gerar expectativa demais: "A expectativa é a pior inimiga do resultado positivo"(Isso me lembra a recente interpretação alcoolizada da frase de Eduardo Sterblitch no Programa do Jô - "O inimigo do bom é o melhor"). Quando se cria uma expectativa para certo acontecimento, todos os sentimentos envolvidos se amplificam. Mal comparando, imagine uma festa que você planeja ir há meses. A expectativa gerada é altíssima. Porém, no dia marcado, chove pra caramba e a música está desanimada demais. Poderia ter sido uma festa normal, como outras tantas, mas pelo fato da expectativa ter sido alta, o que era ruim se tornou muito pior. Minha dica: não divulgue para suas amigas que você pretende fazer algo que pode não cumprir.
  • Demonstrar "pré-indisposição": por mais que você tenha saído com um cara com a idéia de "travar o jogo no meio-de-campo" ou "deixar o freio-de-mão puxado", não demonstre pra ele que você planejou isso. Simplesmente deixe ele pensar: "Putz, não rolou hoje...mas estou no caminho certo". Deixar fluir e saber liberar aos poucos são virtudes muito admiradas pelos homens. Minha dica: nunca diga abertamente que "por aquela noite é só aquilo".
  • Não mostrar um mínimo de interesse por cultura: por mais que você não goste de política, todo homem admira uma mulher que conversa sobre tudo. Assim como nenhuma mulher gosta de um cara que só fala de futebol, nós não apreciamos uma barbie que só pensa em dinheiro, American's Next Top Model ou comédias românticas.  Você tem todo o direito de não gostar de filmes politizados e violentos - vide Cidade de Deus e Carandiru, mas não diga que é "porque não tem interesse". Minha dica: LEIA!
Fico no aguardo de críticas feministas que rebatam meus argumentos machistas e verídicos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

The Cougar

Quando eu estava nos Estados Unidos, em meio às dezenas de seriados que passam lá todos os dias, um me chamou a atenção em especial: The Cougar. Basicamente era um daqueles seriados em que um bando de manés ficam fazendo macaquices e participam de gincanas para terminarem com a musa do programa, no caso, A COROA (The Cougar em inglês)E isso me fez pensar na tara que os homens têm por mulheres maduras. Quantas vezes vocês já ouviram brincadeiras de mau-gosto de adolescentes em relação às mães (enxutas) dos amigos? Isso sem falar das irmãs mais velhas...
Mas o fato é que, independentemente do sexo, experiência espelha maturidade e geralmente atrai a atenção de meninos e meninas jovens e inseguros. Maturidade essa que acaba conseqüentemente representando maior segurança na vida profissional, pessoal e amorosa.
Discutindo o assunto com um grupo de amigos, um deles me disse: "Pra mim as coroas refletem uma coisa só, S.E.X.O.. Não só pela experiência, mas muitos cientistas acreditam que a mulher chega ao seu ápice sexual depois do homem, por volta dos 30 anos, e mais do que isso, mantém o desejo sexual até uma idade mais avançada, enquanto os homens "cansam" de transar mais cedo".
Como a teoria dele foi embasada na prática, segue um relato do próprio:
Relato uma experiência:
"Estava na balada e comecei a xavecar uma mina. Conversa vai e vem (depois de muita *bilola de ambas as partes, hahaha) ela me fala que tem 35 anos. Conversei mais um pouco (tática conhecida como "recitar a bíblia") e ela não quis ficar comigo. Beleza, continuei de boa na balada (não me lembro se peguei alguém depois). Na saída, eu estava conversando com uma amiga, já na rua, e a mina dos 35 pára na minha frente com o seu carro. Me pergunta se eu não estava a fim de ir pra casa dela (já eram umas 5 da manhã). Resultado: comi ela (que, por sinal, foi bem bom) e fui direto para um jogo da faculdade."
Obs: Aqui ele omitiu o fato de que quando estava subindo pro apartamento da coroa, encontrou com o irmão dela de uns 45 anos no elevador. Cena quase nada constrangedora. haha
E para complementar nosso debate, ainda reforçou sua teoria: "Quero dizer que mulher mais velha sabe o que quer. Não quer ficar dando beijinho na balada. Não quer ir pra micareta e pegar 80 caras. Quer sexo. E essa segurança de saber o que quer, de ter coragem e certeza de que ela parando o carro na minha frente eu ia topar comê-la (ao contrário de qualquer mina mais nova, que tem insegurança até de falar "oi" pra um cara na balada) é o que atrai. Além é, claro, do fato de que elas sabem o que fazem na cama."
Apesar de tudo, eu concordo apenas em parte. Isso porque nem toda mulher/homem mais velho é experiente e seguro de suas atitudes. Pode ser alguma complexada(o) que ficou pra titia(o). E muitas "cougars" estão à procura de um romance, criam expectativas assim como as mais novas e também se iludem com alguns cafajestes. Só que a principal diferença é que uma Coroa sabe diferenciar sexo de romance, o carnal do sentimental. 
Mas uma coisa é certa. Você que gosta de uma ninfetinha e se acha o ban ban ban da mulecada, espere até tomar uma chave de buc*** de uma veterana. Se agüentar o primeiro round, já se dê por satisfeito.


Música:
Drake - I'm ready for you

domingo, 17 de outubro de 2010

Drink'em Girls!!!

Existem formas e formas de se beber. Beber socialmente, beber para afogar as mágoas, curtir uma fossa, se esbaldar para lavar a alma, beber todas pra esquecer alguém ou liberar o stress e outras mil maneiras.  Já teorizei neste blog sobre os benefícios do álcool pra quem tem ou quer ter uma night mais animada, mas hoje o que quero debater é a questão da bebida por outro ângulo: a preferência etílica.
Estava numa balada de campinas outro dia e, tamanho o agito, comecei a divagar sobre os drinks que o mulherio pedia no bar: uma Margherita aqui, uma Piña Colada ali, um Bloody Mary acolá e notei que existe uma certa coerência no comportamento das mulheres x drink pedido. Obviamente que não é algo do tipo: "Olha aquela mina pedindo um Sex-on-the-beach...Certeza que curte um rola na areia", mas sim uma análise mais sutil e que exige perspicácia de quem interpreta a situação (soou muito "malandrets" isso...haha).
Nessa mesma balada, reparei que a mina que chamava mais atenção no meio na multidão estava tomando uma singela Skol Beats, no gargalo. A imagem que ela passava era: apesar de ser bem gata, curte uma balada e não tem muita frescura, já que está tomando cerveja e ainda por cima no gargalo. Isso me fez pensar que cada drink representa um pouco do gosto e do comportamento social das pessoas na balada.
Agora, reflita comigo. No caso das mulheres, o que cada uma dessas bebidas diz a você?
  • Coquetel sem álcool = Mina sem sal, que não curte beber e ninguém que beba
  • Energético puro = A palhaçona da roda. Se faz de malandra, entendida de todos os assuntos, namoradeira, mas não pega ninguém.
  • Tequila = Pelo ritual com as amigas, geralmente uma chacoalhando a cabeça da outra, quer demonstrar ao resto da balada: "Uhuuuuuu!!! Solteironas no pedaço!!!"
  • Uísque + Energético = Bebida um pouco masculinizada e consumida pelas patrícias que vão na onda dos maurícios.
  • Vodka + Energético = De gosto refinado, sabe curtir um agito sem perder a pose. Ótima opção para uma investida a longo prazo.
  • Absolut + Red Bull = Quer passar a imagem de ser "cool", mas na realidade é a falsa humilde. Só usa utensílios de marca e é que nem piscina: "os gastos com manutenção não compensa o tempo em que se passa dentro dela"
  • Cerveja = depende da marca:
    • Bavaria, Belco e Polar = de classes mais baixas, alta probabilidade de jeb* imediato.
    • Itaipava = Estudou na PUC
    • Skol e Brahma = fã de um churras e truco.
    • Bohemia e Original = curte um barzinho com amigos na vila Madalena
    • Skol Beats, Stella Artois, Heineken = acessível e curte uma baladinha
    • Devassa = precisa falar???
Para os "pegadores de plantão", vale a dica...fique atento ao drink que a pretendente pedir. Se no dia-a-dia dizem que você é o que você come, na balada você é o que você toma.

Música do dia: 

domingo, 3 de outubro de 2010

(In) Coerência Jebística

A incoerência jebística é um "mal" que atinge, na maioria, meninas inocentes. Alerta: Esse mal pode gerar frustração.

Basicamente, a incoerência jebística é o não-seguimento de um padrão imaginado como "natural" para a evolução de um relacionamento. Traduzindo: é quando um cara sai com uma mina, esperando que o relacionamento continue evoluindo em direção à cama e...nada acontece. Seja por insegurança da mulher, por alguma noinha com o corpo ou outro motivo qualquer, muitos homens ficam frustrados quando rola um retrocesso na escalada rumo ao jeb*.
Exemplo:
  • O casal sai pra uma balada. Bebem bastante. Vão para casa e rola de tudo, menos sexo. Resolvem sair novamente. Cria-se uma expectativa grande por parte do homem: "É hoje!!!". E...a mulher resolve se segurar e não deixar nada rolar além de uns beijinhos = Frustração.
Isso é uma clara demonstração de incoerência jebística. Já é sabido que cabe à mulher liberar ou não, ou seja, ela tem o controle da situação até o momento do ato final (vide Teoria da Balança). Mas o que os homens esperam é que pelo menos uma lógica seja seguida.
Cada mulher tem seu tempo. Se você, leitora, acha que é muito vulgar liberar tudo na primeira noite, OK. Se você acha normal, melhor. Mas não é com isso que os homens mais se irritam. Nós entendemos que cada uma tem seu tempo e, se valer a pena, vamos esperar o quanto for preciso pra chegar ao "jeb". 
O que nos irrita e frustra é a incoerência nas atitudes. Bebida não é desculpa. A vontade existe independentemente do álcool. E se existe, uma hora vai rolar. E somos compreensivos o suficiente para entender caso não role por motivos de força maior - Chico, Presença de pais no recinto, Falta de oportunidade de ficarem sozinhos.
Para que vocês entendam melhor, vou dar um exemplo de como a questão da coerência serve para ambos os sexos. Imagine um mulher fogosa. Multiplique por 10. Agora imagine um cara "sem pegada". Segue exemplo abaixo:
  • A mulher, fogosa, dormiu com o cara na primeira noite que se conheceram. Rolou de tudo. Ela, sentindo-se sozinha no dia seguinte, resolve ligar para o cara para que ele durma com ela de novo. Ele aceita o convite. Só que ao chegar, ela tenta esquentar o "momento" e ele lança: "Calma...acho que estamos indo rápido demais". E passam a noite inteira apenas com abraços e beijos = Frustração
Portanto, apenas para provar meu ponto, afirmo que a frustração proveniente da incoerência jebística pode atingir qualquer um dos sexos. Mas como a situação acima descrita é rara,  digo que esse "mal" atinge, em sua maioria, meninas inocentes e não muito experientes no assunto. 
Pode ser que, na cabeça delas, isso seja uma benção, um forma de evitar o pecado da carne ou uma atitude a se admirar. Não recrimino. Mas como homem, alerto: Nunca se sabe quando a paciência acaba.

Música do dia: 

domingo, 12 de setembro de 2010

Paixonite aguda


A paixonite aguda é uma peça que o destino nos prega de tempos em tempos. É algo incontrolável, que pode ser muito bom ou devastadoramente ruim, mas de forma geral nos deixa estonteantemente cegos. Cego no sentido de não ter jogo de cintura, não ter olhos para outras pessoas e não pensar em mais nada que não seja a "bola da vez".
Por mais que tentemos entender o porquê disto acontecer, cada caso é um caso e é muito difícil encontrar explicação para estar "in love". Ainda mais nos dias atuais...onde o amor é cultuado de forma tão exagerada e carnal, sendo o romantismo muitas vezes deixado de lado.
Entretanto, como sou um curioso sexual, me peguei outro dia debatendo com um amigo no hall da faculdade sobre os possíveis fatores que nos levam a ficar babando e/ou de queixo caído por alguém:

  • O ócio carente: ficamos bem mais suscetíveis a nos apaixonar por alguém quando estamos ociosos e carentes ao mesmo tempo. Na experiência de intercâmbio citada anteriormente, vivi algo parecido. Longe da família e amigos de longa data, acabei sendo acometido por uma paixonite aguda que me arrebatou num desses momentos ociosos de carência. Até por isso, estar ocioso não é bem visto pela sociedade e em especial, pelo seu chefe.
  • Incompletite:  a "incompletite" pode ser considerada uma das piores formas de "fall in love with somebody". Ela é gerada por um serviço incompleto ou um gostinho de "quero mais" que a relação pode ter deixado. Alguns exemplos:
    • Quando se teve a chance de ter se aprofundado sexualmente com alguém e por algum acaso isso não aconteceu (leia-se broxada, falta de lubrificação, menstruação, etc.). Caso não se tenha uma segunda oportunidade, há grande probabilidade de ocorrer um caso de incompletite nos dias que se sucedem ao fato.
    • Quando se relacionou com alguém, mas não o suficiente. Pode acontecer de você estar "taking your time" para entrar de cabeça (com o perdão da ambigüidade) na relação e quando decide tomar alguma atitude, a outra pessoa responde: "Estou em outra já". Mais um caso de incompletite.
  • Comodismo: Em outros casos, o comodismo de uma pessoa pode levá-la a ficar apaixonada. Senão apaixonada, pelo menos conformada com seu estado civil. Fatores externos que contribuam para que essa pessoa seja extremamente monogâmica, não diversifique as pegações ou se acostume ao seu peguete, podem despertar na mesma a sensação de "nossa...tenho a pessoa certa debaixo do meu nariz e nem tinha percebido".  Não acredito que essa forma de se apaixonar seja tãaaaaaaao marcante quanto as outras que citei anteriormente, mas também....pra quem se apaixonou dessa maneira, tá bom demais.
Por fim, acredito que vocês, leitores, devem ter outras visões sobre as diversas formas de se apaixonar. Também muito provavelmente eu tenha simplificado demais a discussão e tenha baseado minhas conclusões em minhas experiências próprias.

Então....comentem! Deixe sua opinião e relatos sobre suas paixonites passadas ou que ainda te afligem.

Música do dia:

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

No escurinho do cinema

Oscar; Spielberg, Almodovar, Tarantino e Hitchcock; Tom Cruise, Brad Pitt, Tom Hanks e Stallone; Pipoca e Guaraná. 

O cinema é considerado a sétima arte. Trata-se da mistura perfeita entre entretenimento, arte e efeitos sonoros e visuais. Acho que mais até do que Pizza, nunca ouvi alguém dizer: "Não gosto de cinema." 
Isso porque cinema continua sendo um programa em conta (para estudantes ainda mais), diferentemente de uma balada, show ou um jogo de libertadores e além de ser um programa para todas as idades, é universalmente conhecido como um local de azaração. Não que você vá no cinema com o intuito de ficar xavecando a tia que sentou sozinha na sua frente, mas sim no sentido de ser perfeito para um casal namorar no escurinho.


Contudo,  a conexão que quero fazer aqui é com o lado romântico dessa arte. Para muitos casais, cinema é sinônimo de pegação ou namoro e o melhor disso é que não há idade para namorar em frente à telona. Muitos namorinhos de pré-adolescentes começam nas sessões pipoca, já que os mesmos não estão autorizados a saírem para altas baladas ou mesmo namorarem em casa. Cinema é a solução.


Recentemente tenho percebido um certo preconceito dos adultos em relação ao cinema. Confesso que fui recriminado outro dia ao convidar uma garota para sair e sugerir: "Let's go to the movies?". Muitos amigos me disseram que era coisa de criança, de pré-adolescente ou que não transmitiria aquela imagem de "sou maduro". Mas eu continuo achando que acertei porque ainda não tínhamos saído nenhuma vez e nesse caso nada melhor que o escurinho e a proximidade das poltronas para facilitar um beijo roubado - sem mencionar que não é preciso ter assunto no cinema, os atores já o fazem por você.


Quanto à decisão de qual filme assistir, acredito que é crucial para o divertimento do casal. Em geral, os homens preferem filmes de ação e as mulheres, comédias românticas. Mas fica uma dica: Se a sua intenção é puramente a pegação, surpreenda as mulheres sugerindo com uma comédia romântica. Além de ganhar pontos com elas, essa categoria de filme cumpre seu papel porque é ótima por incentivar o clima romântico; não é necessário prestar atenção a todos os detalhes, já que não se perde o fio da meada ao dar uns pegas mais fortes; gera boas risadas e pouca tensão nas mulheres, favorecendo que ela se solte mais...o//


Bom...posso ser um amante à moda antiga, já que - apesar das críticas - continuo considerando o cinema um ótimo lugar pra levar paquerinhas e namoradas. Acho que nada mais romântico que uma combinação cinema - jantar - jeb*: O primeiro no escurinho, o segundo à luz-de-velas e o terceiro à meia-luz.


Música do dia:
Colgando en tus manos - Carlos Baute

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Questão de química


Qual a maior utilidade da fórmula NaCl?

Não, não é desse tipo de questão que estou falando. O que vou falar aqui é de uma coisa que tem muito a ver com química e pouquíssimo a ver com racionalidade.
Em uma conversa com uma ex-peguete outro dia, caímos no assunto do porquê não deu certo. E, engraçado, ambos tívemos de concordar: não rolou química. Seja no beijo, no cheiro ou na pegada em si, não deu outra...fomos perdendo aquela vontade de dar uns amassos e passamos a ser nada mais que meros conhecidos.
Sim, foi meio estranho o diálogo após o afastamento porque a única coisa que ficou foi a consideração mútua. Confesso que num primeiro momento, o que vem à cabeça de qualquer Homem é: “Porra, será que eu mandei mal?”. Mas assim como numa broxada, em que a sociedade atual culpa o lado masculino por não ter dado conta do recado, nem sempre a história segue esse script. Há casos em que a culpa é de ambos e não é de ninguém. Pode acontecer da mina não se soltar como o homem gostaria, o cara não forçar tanto quanto deveria, um estar na vibe de se pegar e o outro de se a-pegar...


Pensei então em algumas razões que me parecem sensatas para o afastamento de 2 pessoas que aparentemente pareciam dar certo:


Cabeças diferentes: uma pessoa querer curtição e a outra sonhar com um mance*
(i)Maturidades Distintas: uma pessoa saber apreciar uma boa companhia e outra simplesmente querer o glamour de um(a) peguete novo(a) a cada dia
Interesses Divergentes: focos diferentes na vida amorosa e profissional
Pegadas Invertidas: uma pessoa ser mais carinhosa e a outra mais agressiva
Timing: falta de oportunidades devido a compromissos e prioridades diferentes


Claro que existem muitos outros motivos para uma relação não dar certo. Mas o que quero deixar claro aqui é que nem sempre a beleza de um casal, a aparência física e a compatibilidade inicial é suficiente para transformar um pega descompromissado em algo mais profundo. Ao longo da convivência, os pequenos detalhes e peculiaridades dos envolvidos são os elementos definidores do sucesso ou fracasso da relação.
Aquele abraço mais apertado na hora da carência, aquela sensação boa de se conversar sem restrições de assuntos ou segredos, aquela música que te faz lembrar do outro...tudo isso se soma para fortalecer a relação. E, na contramão disso, a ausência desses pequenos momentos de prazer pode levar ao término do que nem começou direito.


Mas você sabe qual a resposta da primeira pergunta desse texto? 
NaCl ou Cloreto de Sódio é nada mais que o sal de cozinha.
A semelhança entre essa fórmula e esse post é que as pessoas "com sal" são as que geralmente nos marcam. Digo mais, esse "sal" transforma meras peguetes em potenciais gf's. o//


Como já disse Vinicius de Moraes:
"Senão é como amar uma mulher só linda. E daí?
Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza
Qualquer coisa que sofre, Qualquer coisa que chora"



Questão de química, com certeza. 


Música do dia:
Rammstein - Mein Herz Brennt

terça-feira, 27 de julho de 2010

Pós-Namoro

Términos de namoro nunca são 100% amigáveis. Nada mais natural...afinal, quase sempre quem termina fica mal por terminar, quem é "terminado" fica pior ainda e mesmo quando a separação é amigável, bate aquela carência indescritível e aquela sensação de "cara-cadê-meu-jeb".
Bom, nem tudo é um mar-de-rosas evidentemente. Eu mesmo, após meu último término, ainda sinto saudade dos momentos íntimos com a mina que curtia (e ainda tenho um grande apreço). Mas é isso que é difícil de entender, muitas vezes. Em muitos casos, quem terminou leva fama de "vilão" perante a sociedade e amigos da(o) ex, mas poucos analisam a decisão friamente e enxergam que ela pode ter sido motivada por N razões:

  • Incompatibilidade de interesses no momento
  • Sufoco em demasia
  • Fases de vida diferentes
  • Percepção de que o namoro caiu no comodismo ou na mesmice
...ou simplesmente fim da paixão, sentimento muito difícil de ser admitido e ainda mais de ser assumido. Por isso, considero muito macho quem tem o culhão de terminar um namoro que se tornou mais desgastante que benéfico e acho patético quem começa a fazer múltiplas "cagadas" (incluso traições, ciúmes bestas, brigas tolas e pré-ensaiadas) porque prefere ser pego na bilola* e limado* pela outra pessoa a terminar, em função da falta de coragem de acabar com o relacionamento que lhe garante segurança e conforto.
Mas como nem tudo no término de namoro é ruim, vou citar o lado bodesse acontecimento - minha ex que me perdoe - em respeito a dois amigos meus que recém-terminaram seus mances* e ainda estão na fase RECS (Readaptação ao Estado Civil Solteiro), JB e NP:
  • Poder assistir e jogar futebol ou outro esporte do interesse a hora que quiser
  • Poder curtir uma balada bebaço e sem preocupação de não trocar muita idéia com pessoa alguma do sexo oposto (ou do mesmo sexo, caso seja homossexual)
  • Poder ficar "na bilola*" o fim-de-semana inteiro
  • Conseguir focar no trabalho e faculdade (ou colégio) sem estresses de casal
  • Dedicar-se mais aos amigos
Enfim, não queria fazer uma apologia à "solteirice", mas sim mostrar que existem pontos positivos numa situação triste como essa, de fim de namoro. Aguardo pelo dia em que poderemos conviver em harmonia com todos nossos "X".

Música de hoje:

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Teste do Abracinho

Feriado no estado de São Paulo (9 de julho). Sabendo que o fim-de-semana seria prolongado, logo me programei para conhecer novos lugares e, quem sabe, encontrar alguém interessante. Mas, como só podia  ser, uns rolês deram certo e outros nem tanto. Voltar de Mogi Mirim (apesar da festa ter sido boa e muito engraçada), localizada a 1h30 de Vinhedo, às 9h00 da manhã, com sono e sem dinheiro pra pagar o pedágio foi um deles. Percebi que o rolê era ainda mais errado quando o cara do pedágio me deu as 3 opções, já que estávamos sem dinheiro:


1 - Pagar com cheque: Na boa....quem anda com cheque na carteira hoje em dia???
2- "Arrecadar dinheiro": leia-se pedir esmola na estrada às 9h00 da manhã. Fora de cogitação.
3 - Voltar no pedágio (que é perto de Mogi) e pagar os R$8,20 que devia em até 48 horas, sob pena de multa de R$120,00: Opção escolhida.


Evadindo o pedágio, me peguei a divagar sobre as baladas do feriado. E pude fazer algumas constatações sobre meus percalços nessa vida solteira...como o "teste do abracinho".
O "teste do abracinho" é uma das táticas que, inconscientemente, os homens adotam nas baladas para avaliar a conformação física das potenciais peguetes (ok, agora que eu estou alertando, não será mais tão inconsciente assim). Mas esse teste pode ser comparado à quando o Ray Charles discretamente apalpava os pulsos das mulheres que estava interessado como forma de descobrir características físicas das mesmas, já que era desprovido de visão.
Percebi que o contato do abracinho, que não chega a ser um abraço de fato, é essencial para determinar se a candidata pode se tornar um alvo ou não. O "abracinho" consiste em um leve toque nas costas da mulher, no momento em que os dois cochicham em meio à barulheira da festa e o clima de paquera se intensifica no ar. Mas apesar do clima, esse leve toque é determinante para a decisão do homem de tomar a atitude ou não. O "teste do abracinho" já me fez parar e repensar várias vezes: "Será que vou para cima ou não?" e a resposta geralmente foi uma estratégica saída de cena. E não digo isso só do lado masculino. Aposto que muitas mulheres já desistiram ou broxaram quando viram aquele suposto fortinho de inverno com a barriguinha de fora no verão.
É claro que esse teste é ignorado na medida em que se consome mais álcool. Quanto mais embriagado, menos você pensa em avaliar os quilinhos a mais e mais você pensa no retorno sexual que pode obter da vítima. Até se chegar a um estado em que o que importa é simplesmente comer alguém. Ou algo. Já ouvi histórias de um conhecido que tentou estuprar o próprio poodle ao chegar bêbado em casa. Mas isso não vem ao caso, pelo menos não nesse momento.
Enfim, vivi essa experiência no feriado que descrevi. Poderia até dar jogo com a candidata, mas o teste do abracinho mostrou-se infalível. Um grande inimigo desse teste são as blusinhas e camisetas soltinhas que escondem desde pneuzinhos a grandes relevos abdominais. Em última instância, o teste é muito fácil de ser executado: o leve toque nas costas da mulher não deixa dúvidas, a mão NÃO deve encaixar como uma luva nas dobras laterais da mulher. Isso é sinal de que uma desagradável surpresa vem por aí.


A não ser que você goste de fazer sexo com roupa...


Música do dia:
Tu vuò fà l'americano - Remix

terça-feira, 6 de julho de 2010

Jeb de Intercâmbio

Aaaaaaaaaaahhhhh!!!! Que saudade do ano de Intercâmbio. Época tranqüilíssima, onde o estudo era mero coadjuvante da experiência como um todo e as responsabilidades eram mínimas! Não que eu não tenha aproveitado para crescer como pessoa, estudante e até como futuro profissional. Mas toda a vivência que adquiri na "gringa" foi natural e proveniente dos relacionamentos (amizades, namoricos, etc.) que fiz. A propósito, pra quem quer saber, fiquei um ano no Texas (cidade de Edinburg) - que é uma cidadela de estudantes, perto de McAllen e a 30min da fronteira com o México. Não, não é muito agitada. Não, não tinham Shakiras. Sim, a maioria era gorda de tanto comer Taco e Hamburger. Mas deu pra aproveitar bastante! Curti à vera!
Bom, voltando a falar de relacionamentos "gringos", pude constatar algumas peculiaridades dos, por assim dizer, "intercambistas". Dizem por aí que eles são liberais. Mas acredito que é muito mais um estado passageiro que algo da natureza desses estudantes. Então, parei pra pensar nos motivos que levam quem está estudando fora de seu país a ser mais sexualmente liberal:


1. Exchange Students não têm que zelar pela reputação: Isso mesmo. Estando fora de seu país e sabendo que sua vida ali tem prazo de validade, você, na posição de intercambista, pode se dar ao luxo de fazer o que quiser, quando quiser, dando e comendo quem quiser. Podem rolar pensamentos como "Vou transar com esse ou com aquele? Ahhh....com os dois mesmo! Podem me tachar de puta. Vou embora mês que vem mesmo!" . É claro que não estou fazendo uma apologia ao sexo e drogas sem limite. Faço uma apologia a eles com moderação!


2. A distância dos pais: Estar longe da família é sinônimo de independência. Mas na cabeça do intercambista, independência = estar sem supervisão. E o fato de estar "all by himself" leva a atos que não seriam possíveis na casa de sua própria família. Festas e baladas regadas a muito álcool, orgias regadas a muito....ah, vocês me entenderam. Sempre lembrando que um intercambista em seu país, é um estudante como os outros e deve um mínimo de satisfação a seus pais.


3. A carência: Está intimamente linkado com o anterior. A carência surge do distanciamento dos pais, parentes e amigos (ela realmente existe...não é viadagem não!). Essa carência faz com que o intercambista acabe, muitas vezes, quebrando a cara em relacionamentos porque não tem outros pilares (como pais e amigos) para se apoiar nos momentos ruins. Mas também pode gerar um comportamento promíscuo do mesmo, fazendo com que ele freqüente casas de swing (Marrakesh!!!), puteiros ou largue o boneco* em qualquer uma. Tudo subconscientemente no intuito de sanar sua carência.


Então, o que fica como lição é: Se tiver a oportunidade, viaje! Faça intercâmbio. Vale muito a pena. Não só pela cultura e experiência que se adquire, mas pelas pessoas que se conhece. E pra quem não teve a oportunidade, não pare de sonhar.
Continue tentando, quem sabe um dia sua empresa não te mande para uma filial no exterior? Eu tenho esperança de um dia isso ainda acontecer comigo. A diferença maior será que eu terei muito mais responsabilidades que na época de estudante. Mas com certeza terei mais dinheiro no bolso!!!


Música do dia:
Portishead - Glory Box

sábado, 19 de junho de 2010

Approach fora da balada

Atendendo a pedidos, venho aqui abordar um tema meio complicado: o approach em ambientes não-balada. Sim, é isso mesmo. Aquela conversa mole na fila do Poupatempo de Santo Amaro, aquela olhadela no metrô, aquele toque de mãos involuntário no ponto de ônibus (o//). Às vezes, um ato involuntário, um piscar de olhos ou uma conversa despretensiosa podem culminar em um contato telefônico ou até mais que isso.
No contexto da balada, tudo fica mais fácil. As pessoas estão lá, acima de tudo, para se divertirem. E diversão para o brasileiro é sinônimo de "pegação", por mais fútil que isso pareça. Claro, existe aquele grupinho que sai para dançar, os que saem para beber e os que saem para curtir a vibe. Mas nenhum deles, repito, nenhum deles sai de casa pensando: "Sou solteiro e não vou pegar ninguém". Isso porque todo mundo - que não está deprimido ou na fossa - pode se abrir para conhecer novas pessoas. Tudo depende de como essa pessoa é abordada!
Mas então, como funciona fora da balada? Na minha opinião, cada lugar tem suas particularidades e seus melhores approachs e cabe a cada um adaptar ao seu estilo para obter o melhor resultado. No trabalho, por exemplo, abordagens agressivas podem ser muito mal vistas. Mas não estou aqui pra dizer o que é certo ou errado, só quero contribuir para que entendamos as melhores práticas do "approach" fora da balada.
Uma tática que acredito funcionar, é chegar totalmente despretensiosamente, mesmo que com as frases mais batidas do mundo: "Que horas são, por favor?" ou "Nossa, lá vem um pé d'água, né?". Isso para fingir um suposto desinteresse e sentir a receptividade da pessoa. É muito fácil perceber quando alguém não quer assunto, então, ao perguntar algo corriqueiro, você finge querer uma simples informação para analisar se vale a pena continuar a conversa ou não.
Por outro lado, o xavequeiro de plantão pode se utilizar da situação e do lugar para puxar um assunto relacionado ao momento. No trabalho, você pode iniciar um contato através de um projeto que você esteja tocando com a pessoa; numa loja de roupas, você VAI conversar sobre os modelos disponíveis; num banco você pode reclamar da demora na fila. Mas isso não garante sucesso a ninguém. Tem que ter o timing certo para mudar a situação a seu favor. E para isso, uma dica muito valiosa é entrar no assunto "pegação" de modo discreto. Segue abaixo um exemplo de como abordar o assunto numa loja de roupas (V = Vendedora):

- Acho que vou levar esta blusinha mesmo!
- (V) Ótimo. É pra presente?
- É, só que pra minha irmã. Não tenho namorada no momento, fazer o que né? (risos)... Você já tem companhia pro dia dos namorados? o//

...E deixe o papo rolar. Se você não entrar no assunto das paqueras, provavelmente não vai conseguir informações valiosas como o estado civil da pessoa - sempre me perguntei o porquê de se chamar "estado civil".
Bom, essas são algumas estratégias que você pode usar nas abordagens do dia-a-dia. O sucesso ou não vai depender de diversos fatores, como a linguagem corporal ou não-lingüística. Agora, acho que mais fácil seria fazer um post sobre as piores práticas de approach (acho até que seria mais engraçado). 
  • Usar o mata-leão - imagine você andando na rua e uma pessoa te agarra à força por um beijo
  • Usar cantadas de pedreiro: "Tá vendo aquela pedra ali? Então...será que rola ou não rola?"
  • Usar cantadas de pedreiro situacionais: (No metrô) "Será que o que eu tô sentindo é amor ou outra coisa...passageira?"
Por fim, acho que resta uma questão: "O que se pode esperar de um approach fora da balada?". Caro leitor, a chance de encontrar sua alma gêmea comendo churrasquinho grego na esquina é remotíssima. Para quem se contenta com pouco, um sorriso ou um aceno podem ser encarados como uma vitória. Porém, acredito que se você conseguir um telefone, um e-mail ou o contato do messenger da pessoa pode considerar seru approach um sucesso. 


Comentem e compartilhem alguma experiência!


Música do dia:
Keane feat. K'Naan - Stop for a minute

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Orgasmo Esportivo

Diferentemente de outros posts, o assunto de hoje será Esportes. Mais especificamente o Basquete. Esporte esse que tenho extrema admiração por causa da precisão nele envolvida, da inteligência das jogadas e da dificuldade que sempre tive em entendê-lo por completo e jogá-lo com excelência - sim, é realmente uma pena que não seja valorizado no Brasil.
Não pretendo falar do basquete em geral, mas sim da emoção que ele pode proporcionar a nós praticantes e a quem o assiste. Muito dessa emoção é proveniente da grande ocorrência de resultados definidos no último segundo. Lembro de um jogo memorável entre Los Angeles Lakers e San Antonio Spurs que foi decidido com 0,4 segundos no relógio. Guardadas as devidas proporções, vivi um momento de êxtase semelhante no fim-de-semana passado.
Acabo de voltar do Interusp, um dos muitos jogos entre faculdades que ocorrem no feriado de Corpus Christi. E pela primeira vez, para minha felicidade, fomos campeões do torneio de basquete pela FEA-USP com uma campanha histórica (no meu caso, após 5 anos de tentativas). O curioso é que eu sempre viajei para esses inters muito mais por causa das baladas, churrascos e caminhões de cerveja do que propriamente pelos jogos ou partidas que teria. Mas dessa vez foi diferente.
O que me levou a escrever sobre isso aqui no blog foi - além dos pedidos - a campanha e a vontade de vencer que eu nunca tinha visto em uma equipe da qual participei. O que aconteceu em quadra, nos 3 jogos dos quais participei, me marcaram muito mais que qualquer Jeb* ou orgasmo que já tive. Vivenciei pela primeira vez um "orgasmo esportivo múltiplo". 
Metaforicamente falando, posso comparar a campanha da equipe de basquete da FEA a uma longa noitada de sexo. O primeiro jogo, contra a SanFran (Faculdade de Direito do Largo de São Franscisco) foi como "as preliminares": aproveitamos bastante, mas sabíamos que o melhor estava por vir. O segundo jogo contra a Poli foi como "a primeira vez": em 5 anos cursando Administração eu nunca tinha ganhado dos engenheiros e desde 1991 que eles não perdiam no Interusp na modalidade Basquete Masculino. Já o terceiro e último jogo, contra a Medicina Pinheiros, foi o "orgasmo": uma partida histórica e irretocável que vencemos por um ponto at the buzzer.
Por causa desses momentos é que continuo insistindo na prática do basquete. Momentos como o que vivi na noite de 06/06/2010. Após tantos anos de dedicação ao esporte, pude sentir na pele que cada gota de suor valeu a pena e que a alegria daquela final será lembrada por gerações. Meus agradecimentos ao time mais guerreiro do qual participei em toda minha vida e um salve especial ao Yúri-Mão-Santa.


Deixo vocês com o vídeo da memorável final contra a Medicina Pinheiros:







INTERUSP 2010 - Final do Basquete Masculino - FEA X PINHEIROS



sábado, 29 de maio de 2010

O lado masculino da coisa

Recebi um e-mail, há poucos dias, falando sobre como as mulheres sofrem ao se prepararem para sair com algum cara, quando recebem um convite para jantar, por exemplo. O texto do e-mail é bem exagerado e apesar de eu concordar com várias coisas serve de alerta para nós, homens, NUNCA cancelarmos uma saída  já combinada porque a preparação por parte das mulheres é estressante e seu resultado não dura mais que uma noite...de manhã a maquiagem, cabelos arrumados, perfume escolhido a dedo e tudo mais vira "abóbora". O e-mail começava assim:


"JANTAR COM A MULHER
Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam
O que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'.
Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia. 
Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável."


O texto segue contando as etapas antes do jantar e como é doloroso o processo de: depilação, escova, chapinha, maquiagem, escolha de roupa, escolha de lingerie, dietas e academia. Porém, esse post é pra defender o lado masculino da coisa.
Mulheres que me desculpem, mas os homens sofrem muito, mas muito mais na academia. As mulheres sorriem enquanto os  homens fazem careta. Vocês sabem qual é o motivo de encararmos aquela barra de supino lotada de peso pelo menos 2x por semana? VOCÊS, mulheres.
Os homens que se cuidam (não posso generalizar porque alguns não ligam nem pra roupa que usam) passam também por outros problemas pré-encontros não relacionados à estética: a questão financeira. É sempre de bom grado que o homem pague pelo menos as primeiras saídas, seja um jantar num restaurante ou algumas bebidas num bar. Nesse momento, em geral, todo a questão dos "direitos iguais" da mulher fica de lado e voltamos aos primórdios onde o homem é o provedor de sustento para a família e bla bla bla. Isso sem contar que o homem gasta muito mais que a mulher ao sair, porque tem que pagar os jantares da vida e as baladas ainda são sempre mais caras.
Ainda relativo aos gastos do homem, entra em jogo o pós-jantar. Surge a idéia: "Vamos para o motel?". Muitas mulheres acham inadmissível rachar essa conta e se o homem sugerir isso, provavelmente não terá uma segunda vez. Eu concordo que a cordialidade masculina e os gentlemen estão cada vez mais escassos nos dias atuais. Mas peço que as mulheres entendam quando, às vezes, estamos duros e não podermos pagar por todos seus caprichos. Aqui vai uma dica importante, mulheres: ofereçam-se para pagar. Uma das piores coisas é jantar com alguém e na hora da conta, a mulher dar um "migué". E esse fato por si só, já incentiva o homem a falar: "Não não, por favor. Eu insisto em pagar a conta". Além disso, agindo assim torna-se muito mais fácil de se detectar se o cara é gentil ou não. 
Portanto, nós homens, temos SIM o direito de cancelar um enconto por N motivos. Seja porque aquele peso que você levantou no supino te deixou com torcicolo, porque nasceu uma puta espinha na cara, porque seu corte de cabelo te deixou orelhudo ou porque não se tem um puto na carteira. Ou até porque não se tem a certeza que o investimento feito a noite toda terá o retorno desejado. É o que chamo de investimento para dar um retorno = ativo/passivo (ativo sobre passivo). o//


Música do dia:
Jason Derulo - Watcha Say


Abaixo, o e-mail na íntegra:


"JANTAR COM A MULHER

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam
O que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'.
Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do  mundo: 'Claro, vamos sim'.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.
Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.
Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda.
Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...

As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.

Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.

Dia seguinte.
É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).

Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.

Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.

Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.

Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... LEITOA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO  ROOOOOUUUUUPAAAA'. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.

Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável.

Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 
'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...'. Muito p... da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.

Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. 
FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.

Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' Começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito.

Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.

Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da p..... liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'.

Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico p..., p..., PU...da vida!
Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada.
Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO...MORRER A MÃE OU O PAI TER UM  AVC NO TRÂNSITO.

Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'HUMMM... tá cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume, porra'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.

Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:

Roupa............... ......... .......... .......... ........... ......... R$ 200,00

Lingerie.... ......... .......... ........... .......... ......... .........R$ 80,00

Maquiagem... ........... ............ ......... ......... ......... ....R$ 50,00

Sapato...... ........... .......... ......... ......... .......  .. ........R$ 150,00

Depilação..... ......... ......... ......... ......... .......  ..... .....R$ 50,00

Mão e pé........... .......... ......... ........... .......... ......   ...R$ 15,00

Perfume..... .......... ........... ......... ......... .......  .. .......R$ 80,00

Pílula anticoncepcional. ......... ......... ...... ..............R$ 20,00

Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!